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07/08/2008 - 17h48

Bovespa cai 0,91%; Vale e Petrobras evitaram queda maior

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo não conseguiu sustentar ganhos pelo terceiro pregão consecutivo. Influenciada pelo tombo de Wall Street, fechou em queda. Mas o recuo foi bem mais tímido, graças ao desempenho positivo de Petrobras, principalmente, e Vale.

Depois de oscilar entre a mínima de 56.960 pontos (-1,01%) e a máxima de 57.942 pontos (+0,69%), o Ibovespa, principal índice, acabou terminando com variação negativa de 0,91%, aos 57.017,55 pontos. No mês, a Bolsa acumula perdas de 4,18% e, no ano, de 10,75%. O volume financeiro foi fraco e somou apenas R$ 4,463 bilhões.


Em Nova York, o índice Dow Jones despencou 1,93%, o S&P caiu 1,79% e o Nasdaq perdeu 0,95%. Indicadores e balanços ruins, dados de vendas no varejo mais fracos do que as previsões e petróleo em alta justificaram as ordens de vendas.

Da safra de indicadores, o vilão hoje foi o total de pedidos de auxílio-desemprego, que inesperadamente subiu 7 mil na semana encerrada em 2 de agosto nos Estados Unidos, ante previsão de queda de 20 mil. Com a alta, o total aumentou para 455 mil pedidos, maior nível desde março de 2002.

Já o destaque ruim entre os balanços ficou com a seguradora AIG, com prejuízo de US$ 5,36 bilhões no segundo trimestre deste ano, desempenho bem pior do que as previsões e equivalente ao terceiro trimestre consecutivo de prejuízos bilionários para o grupo. No setor varejista, o alarme veio das vendas menores do que o previsto pelo Wal-Mart em julho.

O petróleo fechou em alta de 1,21% na Bolsa Mercantil de Nova York, cotado a US$ 120,02 por barril, por causa da explosão que atingiu um oleoduto europeu. Ruim para as bolsas norte-americanas, bom para a Petrobras, que ainda avançou com a expectativa dos investidores com o balanço, que sai na segunda-feira. As ações ON avançaram 1,50% e as PN, 1,68%.

Vale também terminou em elevação, em ajuste ao balanço anunciado ontem à noite. Pela metodologia dos EUA (US Gaap), a mais considerada pelos analistas por causa da variação cambial, a empresa anunciou lucro líquido recorde de US$ 5,009 bilhões de abril a junho, com crescimento de 22,3% comparado ao mesmo período do ano passado.

Em teleconferência com analistas hoje, o presidente da mineradora, Roger Agnelli, disse que existe uma possibilidade de a companhia comprar outras empresas, mas destacou que isso não é provável. O mais provável, segundo ele, é a empresa crescer "organicamente". Segundo ele, a demanda por minério de ferro e minerais segue aquecida. Vale ON avançou 0,47% e PNA, 0,11%.

A maior queda do Ibovespa ficou com Gol PN, por causa da alta do petróleo e também porque a agência de classificação de risco Moody's rebaixou todos as notas de crédito da empresa e da Gol Finance de "Ba3" para "B1". A Moody's também colocou todos as notas de crédito em revisão para possível novo rebaixamento. As ações recuaram 13,96%.

Para amanhã, quando a agenda de indicadores norte-americana está mais tranqüila, os investidores domésticos podem começar a antecipar um movimento para o vencimento de índice na próxima semana.

Claudia Violante
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