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06/03/2009 - 16h21

Ações da GM atingem menor nível desde 1933

(Texto atualizado às 18h19)

Nova York - As ações da General Motors caíram mais nesta sexta-feira, em um dia em que fontes afirmaram ao Wall Street Journal que os executivos da companhia estariam mais abertos a um pedido de concordata. Em resposta, a GM afirmou que não mudou sua posição sobre o assunto e que ainda acredita que sua reestruturação vai funcionar.

As ações da GM recuaram 22,04%, para US$ 1,45 na Bolsa de Nova York. Mas antes, o papel chegou a cair para US$ 1,27, nível que não era atingido desde 1933, de acordo com o Centro para Pesquisa em Preços de Ações da Universidade de Chicago.


A montadora perdeu 54% de seu valor desde o início deste ano e 94% nos últimos 12 meses. A GM, que já foi a maior montadora do mundo, possui agora capitalização de mercado de menos de US$ 900 milhões.

A companhia afirmou que a reestruturação de seus negócios sem necessidade de recorrer aos tribunais continua sendo a melhor solução. A GM disse que analisou vários cenários de concordata, mas acredita que os custos e os riscos são muito altos.

Ontem a GM e sua auditora, a Deloitte & Touche, disseram em um documento enviado à Securities and Exchange Comission (SEC, a comissão de valores mobiliários norte-americana) que há dúvida substancial sobre a viabilidade da companhia.

Hoje as preocupações com a empresa prosseguiram. O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, e o diretor do Conselho Econômico Nacional, Larry Summers, fazem nesta tarde uma reunião da força-tarefa para o setor automotivo.

"Agora acreditamos que uma concordata é mais provável e a potencial recuperação é ainda mais difícil", afirmou Shelly Lombard, analista da Gimme Credit. Michael Ward, analista da Soleil Securities, por outro lado, sustenta que a GM não vai pedir concordata. "Os riscos para a GM são amplamente conhecidos há meses, então não acho que exista qualquer novidade", disse Ward.

Uma concordata da GM poderia derrubar boa parte do restante do setor automotivo. Na Bolsa de Nova York, as ações de um dos maiores fornecedores da companhia, a American Axle & Manufacturing Holdings, operavam em queda de 32,14%, para US$ 0,38, enquanto as da Lear Corp. caíam 21,03%, para US$ 0,30.

Outro problema que envolve a GM é a situação de sua subsidiária na Alemanha, a Opel. O jornal alemão Die Welt afirma em sua edição de sábado que as duas companhias estão conversando com várias importantes empresas de advocacia sobre uma possível insolvência da Opel.

Entre as empresas estão a Baker & McKenzie, a Clifford Chance e a Wellensiek, de acordo com o jornal. As informações são da Dow Jones.
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