UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

13/05/2009 - 08h26

Bolsas asiáticas voltam a subir ajudadas por alta no preço do petróleo

Tóquio - A maioria dos mercados da Ásia fechou no campo positivo, após dois pregões sem sinal definido. A alta em Wall Street e a elevação do preço do petróleo foram alguns dos fatores que influenciaram os pregões. Uma das exceções foi Hong Kong.

A realização de lucros nos bancos peso pesado HSBC e China Construction Bank, que na véspera haviam liderado os ganhos, ofuscaram as compras em ações do setor imobiliário. Por conta disso, a Bolsa local fechou em queda. Com o maior volume de negociações em 16 meses, o índice Hang Seng perdeu 94,02 pontos, ou 0,6%, e encerrou aos 17.059,62 pontos.

A alta no preço do petróleo e as esperanças de aumento da lucratividade nas empresas levaram a uma forte procura por ações de companhias petrolíferas e de produtoras de carvão.

Este movimento fez com que as Bolsas da China atingissem a maior elevação em mais de nove meses. Com alta no volume de negociações, o índice Xangai Composto subiu 1,7% e encerrou aos 2.664,77 pontos, o maior fechamento desde 7 de agosto. Já o Shenzhen Composto ganhou 1% e terminou aos 880,60 pontos.

Os números da produção industrial chinesa, que vieram mais fracos do que o esperado, estimularam a compra de dólares no início do pregão. Contudo, a estabilidade na taxa de paridade central dólar-yuan limitou a valorização da moeda norte-americana, fazendo com que a unidade chinesa sofresse uma leve desvalorização. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado em 6,8224 yuans, de 6,8216 yuans do fechamento de terça-feira.

Os ganhos nos mercados regionais fizeram a Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechar em alta. Os ganhos, contudo, estiveram limitados pela cautela dos investidores. Em sessão volátil, o índice Taiwan Weighted subiu 0,8% e terminou aos 6.485,14 pontos.

A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, fechou em alta com os ganhos nas ações das construtoras, mas os analistas alertaram que, diante da falta de um novo impulso, o índice Kospi deve ter um desempenho modesto no curto prazo. O índice avançou 0,8% e fechou aos 1.414,52 pontos.

A Bolsa de Sydney, na Austrália, teve a terceira queda consecutiva, ante a continuação das ofertas de ações na Austrália e nos EUA. O índice S&P/ASX 200 baixou 0,5%, para 3.856,1 pontos.

Nas Filipinas, o índice PSE da Bolsa de Manila fechou numa máxima de sete meses, aos 2.283,60 pontos, após alta de 1,3%. Os investidores foram estimulados pelos ganhos nas Bolsas de Nova York e pela valorização de 2,6% nos ADRs da peso pesado PLDT.

A Bolsa de Cingapura fechou em alta, uma vez que os investidores tiraram vantagem da queda do mercado logo cedo e resolveram adquirir papéis baratos. Informações de que a Wilmar International planeja listar suas operações chinesas em Hong Kong ou Xangai ajudaram a elevar o índice Strait Times, que subiu 0,3% e encerrou aos 2.185,29 pontos.

Na Indonésia, o mercado teve alta por conta de ganhos em ações de segunda linha, nas relacionadas ao setor de carvão e blue chips de bancos. O índice composto da Bolsa de Jacarta avançou 0,5% e fechou aos 1.851,33 pontos.

Na Tailândia, o índice SET da Bolsa de Bangcoc ganhou 1,5% e fechou aos 552,71 pontos, na oitava sessão seguida de alta e o maior fechamento em sete meses. Movimentações fortes de papéis do grupo PTT encobriram as realizações de lucros em algumas ações de alta capitalização

O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur subiu 0,2% e fechou aos 1.025,27 pontos, alavancado por ganhos em ações do setor agrícola que compensaram perdas nos bancos. As informações são da Dow Jones
Hospedagem: UOL Host