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16/06/2006 - 18h20

O que fazer com o dinheiro da restituição de IR?

[selo]
Do InfoMoney

SÃO PAULO - Você teve a sorte de ver o número do seu CPF incluído no atual lote de restituição do IRPF 2006, mas ainda está em dúvida quanto ao que fazer com o dinheiro.

A seguir, veja algumas dicas que poderão ajudá-lo a tomar a melhor decisão, afinal, não é todo dia que um dinheiro extra aparece na sua conta!

Dê preferência às dívidas e contas
Para quem estourou o limite do cheque especial, está pagando apenas o valor mínimo da fatura do cartão de crédito ou emprestou dinheiro em uma financeira, não há dúvida de que o melhor a fazer é usar a quantia recebida para tentar reduzir o seu saldo devedor.

No caso do cheque e do cartão, este procedimento é fácil, pois se trata de crédito rotativo e a quitação é automática. Porém, vale a pena tentar antecipar o pagamento do crediário da sua TV, por exemplo. Lembre-se que o rendimento bruto (antes de imposto) que irá receber ao investir seu dinheiro na renda fixa (1,2% ao mês) é bem menor do que o que terá que pagar no crediário (ao redor de 6% ao mês). Sendo assim, não vale a pena investir e sacar todos os meses para pagar as prestações.

Esta também deve ser a escolha de quem está atrasado com outros pagamentos, mesmo que eles não incorram em juros, e exijam apenas o pagamento de multa. A razão para isso é simples: se não pagar, você pode ter seu nome protestado, e isso acaba tendo implicações no seu histórico de crédito.

Em outras palavras, mesmo que não atrase o pagamento da fatura do cartão, o simples fato de ter seu nome sujo na praça pode levar a operadora a aumentar os juros do seu crédito rotativo. Afinal, você passa a ser visto como um devedor de maior risco, de forma que, quando precisar efetivamente usar o limite do cheque ou do cartão, vai acabar se surpreendendo.

Renda fixa ainda é boa opção no curto prazo
Porém, se você não tem dívidas ou contas atrasadas, invista este dinheiro o mais rápido possível. Caso contrário, corre o risco de acabar gastando tudo com compras desnecessárias, perdendo, assim, uma boa oportunidade de fazer crescer o seu pé-de-meia.

Como as alíquotas de IR são decrescentes com o prazo, é preciso pensar com calma por quanto tempo você pretende deixar o dinheiro aplicado, antes de tomar a sua decisão de investimento. De qualquer forma, você deve fazer de tudo para tentar manter o dinheiro investido por ao menos 12 meses, pois a diferença no imposto de renda de quem aplica por prazos inferiores é grande.

Caso você não queira correr muitos riscos, deve optar pelas aplicações em renda fixa. Dada a quantia e a tendência de queda dos juros, os fundos de renda fixa e os CDBs-Pré, assim como o investimento direto em títulos públicos pré-fixados são as melhores opções para o pequeno investidor.

Disposto a correr riscos?
Quem está disposto a correr mais riscos, pois não se contenta com o retorno pago na renda fixa, pode optar por investir em ações. Neste caso, porém, opte pelos fundos de ações e não pelo investimento direto. Isso porque é preciso diversificar, o que não é possível com a compra direta de ações, já que a quantia a ser paga é muito pequena para se montar uma carteira. Investir em um único papel não é recomendável.

Mas, lembre-se que, para investir em ações, você precisa estar preparado para este tipo de aplicação, cujo valor pode mudar de maneira drástica, de um dia para o outro. O segredo aqui é manter a calma e investir por um prazo mais longo (pelo menos 18 meses), pois aí você consegue escolher o momento certo da venda. Caso contrário, se você precisar sacar no curto prazo, pode ser forçado a vender com perdas, mesmo sabendo que a queda é temporária.

Além do retorno médio, que tende a ser maior no longo prazo, o investimento em ações é interessante, pois goza de um tratamento fiscal mais vantajoso que a renda fixa. Não bastasse a isenção do pagamento da CPMF, a alíquota de IR é menor, de 15%, independente do prazo da aplicação. Finalmente, imposto você só paga quando vende as ações, e não a cada seis meses, como acontece na renda fixa.

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