! Após subir 60% em 2007, barril de petróleo atinge recorde de US$ 100 - 02/01/2008 - InfoMoney
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02/01/2008 - 19h59

Após subir 60% em 2007, barril de petróleo atinge recorde de US$ 100

SÃO PAULO - O preço do petróleo começou 2008 do jeito que terminou 2007: com valorização exuberante e novos recordes. Em momento caótico para o mercado, a cotação do barril do óleo quebrou a marca histórica de preço no intraday e chegou aos US$ 100 nesta quarta-feira (2), após subir 60% no ano passado - maior alta desde 1999.

Depois de alcançar o patamar recorde, a commodity fechou cotada a US$ 99,62 o barril em Nova York, uma elevação de 3,74%. Anteriormente, o maior valor nominal do produto foi atingido em novembro (US$ 99,29). Instabilidade geopolítica envolvendo grandes produtores e temor com reservas nos EUA integram o cardápio da disparada.

Recorde

De acordo com a imprensa internacional, rebeldes invadiram o centro de produção da indústria petrolífera na Nigéria, elevando as dúvidas sobre a oferta de combustível do maior produtor africano. O assassinato da ex-premiê paquistanesa Benazir Bhutto também pressiona o valor da commodity.

Outro fator que levou o preço a três dígitos é a expectativa em torno do relatório do Departamento de Energia dos EUA, que será divulgado na quinta-feira. A projeção aponta para a sétima redução seguida nas reservas norte-americanas.

Dólar

Além das preocupaçõs com o suprimento em um cenário de demanda apertada por combustível no planeta, em foco a possibilidade de redução no juro básico dos EUA diante da fraqueza na economia do país.

Juro menor na maior potência global derruba o dólar. E ambos ativos normalmente variam em direções opostas, já que uma moeda norte-americana fortalecida rouba atratividade dos investimentos em commodities.

Projeções 2008

Para analistas, a pressão nos preços do petróleo deve se manter durante o ano, em ritmo menos vigoroso que 2007. A hipótese é de ultrapassagem da barreira dos US$ 100 no primeiro trimestre e, na seqüência, um ajuste para US$ 70, reagindo a um enfraquecimento da economia. O consenso é de um barril na faixa média de US$ 85.

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