! Compra de imóvel: mercado recebe de maneira positiva novas regras de uso do FGTS - 03/01/2008 - InfoMoney
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03/01/2008 - 16h22

Compra de imóvel: mercado recebe de maneira positiva novas regras de uso do FGTS

SÃO PAULO - As novas medidas do Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para uso do fundo no financiamento de imóveis, que começaram a vigorar na quarta-feira (2), são vistas de maneira positiva pelo mercado imobiliário. Dentre as novas regras, está o aumento do valor do imóvel a ser financiado, que não podia ultrapassar R$ 130 mil.

De acordo com a Lello Imóveis, as medidas confirmam a expectativa de crescimento das vendas apontadas pela empresa para este ano, sobretudo com a redução da taxa de juros - para 8,66% ao ano para pessoas com renda acima de R$ 4,9 mil e 0,5% para financiamentos populares - e a inclusão da classe média.

"Nossas projeções já apontavam um ritmo de crescimento mais acelerado das vendas de imóveis em 2008, se comparado com o ritmo de vendas de 2007. Porém, com as novas medidas anunciadas, o crescimento deve ser ainda maior", afirmou Roseli Hernandes, gerente geral da Lello Imóveis.

Novas regras

As regras anteriores excluíam os trabalhadores com renda superior a R$ 4,9 mil. Por isso, a medida beneficia consumidores que, anteriormente, para conseguirem ter acesso a este volume, teriam de procurar os financiamentos com recursos livres dos bancos ou da poupança (SFH), cujas taxas de juros são superiores.

De acordo com regras estabelecidas pelo Conselho Curador do FGTS, em outubro do ano passado, o valor do imóvel pode chegar a R$ 350 mil. Para construções neste valor, o cotista do fundo tem direito a R$ 245 mil de empréstimo.

No lançamento das medidas, o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias, Wellington Moreira Franco, disse que as decisões beneficiam os verdadeiros donos dos recursos do FGTS, que são os titulares das contas vinculadas. Para os não-cotistas, as restrições em relação à renda e ao valor financiado se mantêm, pois o fundo visa proporcionar acesso à casa própria para as família de baixa renda.

FGTS em 2008

Em 2007, a iniciativa privada entrou no mercado de financiamento com FGTS para pessoas com menor poder aquisitivo, o que abre o leque de opções e permite ao futuro mutuário comparar taxas e prestações. A nova modalidade, lançada pelo Itaú em dezembro, e que era restrita à Caixa Econômica Federal (CEF), conta com taxa de juros de até 8,47% ao ano mais TR (Taxa Referencial) e prazo máximo de 25 anos.

"Com a desconcentração, 2008 será o ano da virada do FGTS", disse o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo), João Crestanha.

De acordo com dados do Secovi-SP, num passado recente, a disponibilidade de recursos de crédito era de apenas R$ 2,2 bilhões, o que representaria 36 mil unidades em todo o País. Em 2008, porém, o total de créditos será na ordem de R$ 18 bilhões, viabilizando a construção de 190 mil imóveis. O déficit habitacional já atingiu 8 milhões no Brasil.

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