! Risco de eclosão de recessão nos EUA no curto prazo está aumentando, diz LCA - 03/01/2008 - InfoMoney
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03/01/2008 - 17h00

Risco de eclosão de recessão nos EUA no curto prazo está aumentando, diz LCA

SÃO PAULO - "As estatísticas divulgadas nas últimas semanas mostraram um retrato desanimador da economia dos EUA no 4º trimestre de 2007". A frase é da LCA Consultores, segundo a qual o risco de uma recessão na maior economia do mundo parece estar aumentando e que, por isso, reduziu suas projeções para a Fed Funds Rate ao final de 2008.

De acordo com os analistas, as estatísticas divulgadas nas semanas recentes também contribuíram para aumentar a incerteza nos mercados financeiros globais. Entre os destaques, os números do Índice Nacional de Atividade do Fed de Chicago são preocupantes, já que a média móvel de três meses já acumula 15 leituras mensais negativas.

Desânimo Desta forma, embora o consumo das famílias continue se expandindo a um ritmo consistente, conforme indicam as vendas no varejo e os gastos pessoais, "o risco de eclosão de uma recessão nos EUA no curto prazo parece estar aumentando", pondera a LCA.

Além disso, os analistas ainda vêem o mercado imobiliário deprimido, já que as vendas de imóveis novos marcaram, no mês de novembro, seu menor patamar desde abril de 1995, e "tiveram a pior retração na comparação interanual desde que o atual movimento de correção teve início".

Este comportamento contribui para que o investimento na construção civil continue bastante desaquecido, tanto que a participação do setor no PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano despencou nos últimos anos.

Juro ainda em queda Dado este cenário, de acordo com a LCA, é "preponderante a probabilidade de que o Fed promova novas reduções de juros, 25 pontos-base em cada uma de sua suas próximas reuniões de política monetária", uma em 30 de janeiro e outra em 18 de março.

Com isso, o número projetado para a taxa básica de juro dos Estados Unidos ao final deste ano passou de 4,25% ao ano para 3,75% ao ano. Os analistas esperam que tal flexibilização adicional, ao lado de uma postura política mais ativa no que se refere ao combate dos efeitos adversos da crise imobiliária, contribua para evitar uma recessão.

A percepção de que o pior quadro ainda pode ser evitada também é, segundo os analistas, sustentada pela condição do mercado de trabalho e pelo desempenho dos balanços financeiros corporativos, que embora em desaceleração, continuam fortalecidos.

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