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04/01/2008 - 19h55

Fundos de privatização de Petrobras e Vale rendem perto de 100% em 2007

SÃO PAULO - Quem optou por investir o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em fundos de privatização de Petrobras e Vale teve o que comemorar em 2007. Ambas as categorias terminaram o ano com variações positivas de dois dígitos, na faixa dos 90%. Com a estatal em leve vantagem sobre a gigante de mineração.

Os fundos de privatização da Petrobras, que utilizam recursos do FGTS, acumularam ganhos de 94% em 2007, figurando entre as maiores rentabilidades da indústria de fundos, segundo dados divulgados pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) disponíveis até o dia 31 de dezembro.

A petrolífera só perdeu para os fundos de ações setoriais energia na disputa pelo maior rendimento anual. A primeira colocada conseguiu alta de 151%. Por sua vez, os fundos da Vale, que utilizam recursos do FGTS, apresentaram retorno positivo de 87% no mesmo período, de acordo com a Anbid.

A performance de Petrobras e Vale na indústria de fundos acompanhou a evolução dos papéis ordinários de ambas no ano - 89% os ON da mineradora e 99% os títulos da estatal. O Ibovespa, principal índice acionário da Bovespa, terminou com alta de 46%.

Petrobras

Para a Petrobras, o grande destaque foi a descoberta de novas reservas na Bacia de Santos, no campo de Tupi. Em um dia, os papéis saltaram 14%. A estimativa da empresa é de que a região ofereça entre 5 e 8 bilhões de barris. No final de 2006, as reservas acumulavam 13,7 bilhões de barris.

Além disso, os preços do barril de petróleo beiraram os US$ 100 o barril durante boa parte do ano. A cotação em Nova York subiu 60% diante da instabilidade geopolítica no Oriente Médio e o nível reduzido das reservas norte-americanas da commodity. Neste ano, o barril já atingiu a barreira histórica dos três dígitos.

Vale

Para a mineradora, além da manutenção de demanda acelerada por commodities metálicas no planeta, especialmente na Ásia, as especulações sobre os reajustes nos preços do minério de ferro para este ano também elevaram os ativos. O consenso é de uma alta de 35% nos preços do produto.

Vale destacar também as especulações sobre a onda de consolidação do setor de mineração e de siderurgia. Diversos rumores apontando para aquisições de grandes proporções, envolvendo as gigantes BHP Billiton, Rio Tinto, Vale, Anglo e Xstrata contribuíram para impulsionar as ações de mineradoras em nível mundial.

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