! Relatório de Emprego dos EUA pede revisão do cenário para próximos pregões - 04/01/2008 - InfoMoney
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04/01/2008 - 20h10

Relatório de Emprego dos EUA pede revisão do cenário para próximos pregões

SÃO PAULO - O Relatório de Emprego dos EUA decepcionou mesmo as expectativas mais pessimistas, com apenas 18 mil empregos gerados em dezembro. Motivo inquestionável para a queda das bolsas na sexta-feira (4).

"Investidores reagiram com bastante pessimismo", descreve Klaus Nery, da corretora Diferencial. Afinal, a fragilidade do mercado de trabalho norte-americano foi confirmada, reascendendo temores sobre o desaquecimento da maior economia do mundo.

"Agora daremos ainda mais importância a dados que possam mostrar recessão nos EUA", avalia Adriano Moreno, diretor da Futura Investimentos. Principalmente até a próxima reunião do Fed, 30 de janeiro. O próximo grande evento.

Cortem os juros!

Adriano acha que "um Relatório de Emprego tão ruim abre janela para novo corte na Fed Funds Rate". Talvez uma redução mais ousada no juro básico norte-americano? "Investidores podem precificar um corte de 0,50 ponto percentual", segundo Klaus.

No entanto, a corretora Diferencial não ignora os riscos da inflação nos EUA, que podem impedir manobras radicais por parte do Fed. Apostar em queda de 0,50 ponto percentual diante de recordes para o preço do petróleo nunca é trivial.

Curto prazo perigoso

Incertezas logo à frente indicam que "o cenário não está bom para o curto prazo", afirma o sócio da Futura. Adriano espera que o conjunto das baixas supere o das altas nos próximos pregões.

Já para médio e longo prazo, é possível encontrar alternativas baratas na bolsa brasileira, especialmente após a penalização da sexta-feira. Por isso, Adriano Moreno recomenda "início de tomada de posição" em papéis do setor elétrico, siderurgia e petroquímica.

Ele também coloca "Bovespa e BM&F no radar dos investidores". As ações despencaram mais de 7% na última sessão da semana, vítimas de realização de lucros, sobretudo por conta de investidores estrangeiros. Klaus Nery lembra ainda dos papéis da Petrobras: "Vale aproveitar a queda de quase 5%". Para o médio e longo prazo.

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