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20/07/2009 - 17h15

Fundos: captação acumulada no ano ultrapassa os R$ 39 bilhões até metade de julho

SÃO PAULO - Desde o início do ano até 14 de julho, o mercado brasileiro de fundos de investimentos registrou uma captação líquida positiva de R$ 39,053 bilhões, resultado bem diferente do expressivo déficit R$ 77,843 bilhões acumulado em 2008. O resultado mensal, por sua vez, aponta para um superávit de R$ 13,449 bilhões, revertendo a captação negativa de R$ 7,9 bilhões registrada em junho passado.

No acumulado de 2009 até o último dia 14, as categorias líderes em entrada de capital eram FIDCs (Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios) e curto prazo, com as aplicações superando os resgates em R$ 14,518 bilhões e R$ 11,149 bilhões, respectivamente.

Tais valores não surpreendem, visto que, mesmo com a recente recuperação da renda variável, a procura por fundos mais conservadores continua elevada no País. Os de renda fixa, aliás, são os líderes da indústria doméstica em participação no patrimônio líquido total, que era de R$ 1,230 trilhão na última terça-feira.

Com um patrimônio líquido de R$ 355,868 bilhões, a participação da categoria - que possui uma captação anual positiva em R$ 6,301 bilhões - na data chegava a 28,30% do mercado. Já no caso dos FIDCs, que possuíam um PL de R$ 58,567 bilhões, o número é bem mais tímido, chegando a apenas 4,66% de market share entre todas as classes.

Além destas, os fundos de previdência (R$ 6,989 bilhões), os de participações (R$ 3,054 bilhões), os multimercados (R$ 2,751 bilhões), os exclusivos fechados (R$ 756 milhões) e os de ações (R$ 434 milhões) também somavam captação líquida superavitária no período em questão.

Referenciados DI lideram saída de recursos

Passando aos destaques negativos da indústria doméstica de fundos, os referenciados DI lideram as poucas categorias com saída líquida de recursos, com captação negativa de R$ 6,689 bilhões no acumulado do ano até 14 de julho.

Além dela, outras duas classes apresentam déficit de captação, embora em proporções bem menores. Os fundos de dívida externa aparecem com uma captação negativa em R$ 153 milhões, ao passo que nos fundos cambiais, os resgates superam as aplicações em apenas R$ 58 milhões.

Importante destacar que os fundos off shore e os imobiliários, que representam 2,17% e 0,02% do PL doméstico total, respectivamente, não contêm dados de captação disponíveis pela Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).

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