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20/07/2009 - 16h17

Setor automobilístico do mundo está preocupado com fim de incentivos em 2010

SÃO PAULO - Para incentivar as vendas de carros neste ano, o governo brasileiro resolveu adotar incentivos fiscais, como a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que proporcionou diminuição nos preços dos veículos e atraiu os consumidores. Esse tipo de incentivo não foi adotado apenas no Brasil, mas também em países como China, Alemanha e Estados Unidos, e a maioria desses benefícios não se estenderá para o próximo ano.

Em muitos mercados, os resultados foram positivos, mas o prazo para acabar poderá fazer com que o mercado automotivo tenha uma nova recaída em 2010. Segundo um relatório da economia global da Merryl Linch, essa é uma preocupação de investidores e da indústria.

O motivo seria um possível enfraquecimento na demanda, sem os estímulos. Além disso, muitos consideran que não há como ter certeza de que a confiança do consumidor e a disponibilidade de crédito estarão fortes o suficiente para fazer o mercado crescer.

Emergentes em destaque

Considerando os resultados já apresentados em 2009, o relatório destaca o mercado automotivo de países emergentes como Brasil, China e Índia, que apresentaram crescimentos significativos no primeiro semestre do ano.

A China, por exemplo, teve alta de 36,5% nas vendas de junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, ultrapassando pela primeira vez a marca de 1 milhão de veículos vendidas em um mês. O Brasil apresentou a segunda maior taxa de crescimento em junho, de 17,2%, também batendo recorde de vendas para o mercado, com mais de 300 mil unidades vendidas. Já a Índia apresentou alta de 13,5% no sexto mês do ano. A Rússia, por outro lado, não acompanhou esses países, e seu mercado ainda apresenta quedas nas vendas.

Ainda assim, a expectativa de vendas para o mercado nacional, segundo o relatório, é de queda, passando de 2,7 milhões para 2,6 milhões de carros comercializados. Para 2010, é esperada estabilidade, com o mercado voltando a crescer em 2011, com 2,750 milhões de unidades vendidas.

A China, por sua vez, deverá passar de 9,363 milhões de unidades para 9,829 milhões entre 2008 e 2009, chegando a 10,846 milhões no próximo ano. Na Índia também é esperado crescimento para este ano, com as vendas passando de 1,750 milhão para 1,8 milhão, enquanto na Rússia estima-se queda, de 2,768 milhões para 1,7 milhão.

Para a Merryl Linch, nos próximos trimestres, as vendas de carros em países emergentes continuarão sendo beneficiadas pelo aumento na renda e no número de pessoas que irão comprar o próprio carro. Já nos mercados desenvolvidos, as vendas serão guiadas principalmente pela troca de carros.

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