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14/08/2009 - 17h27

Empresas lançam celulares ecológicos que custam a partir de R$ 199

SÃO PAULO - Na tentativa de agradar o consumidor que, cada vez mais, está preocupado em adquirir produtos sustentáveis ou de empresas ambientalmente corretas, companhias de telefonia móvel estão investindo em celulares verdes, cujos preços médios variam de R$ 199 a R$ 1.799.

Este é o caso, por exemplo, da Samsung, que até o fim deste ano deve lançar dois aparelhos com estas características, sendo que o primeiro, Samsung Solar, a R$ 199 (planos pré-pagos), estará disponível nas lojas TIM de todo o Brasil até o fim do mês.

O Solar (E1107), cujo custo pode sair a zero, a partir da contratação do plano Infinity 60, conta com uma placa capaz de transformar a energia solar com autonomia para proporcionar aos usuários conversação de voz ininterrupta, entre cinco e 10 minutos, depois de ser carregado por uma hora.

"O Samsung Solar é mais uma prova de que a comunicação não tem limites e que o uso combinado de tecnologia e recursos naturais proporciona cada vez mais benefícios aos consumidores. Uma alternativa em telefonia móvel, resultado de constantes investimentos em pesquisa e desenvolvimento e que ganha espaço no mundo todo", afirma o vice-presidente da divisão de Telecom da empresa, Silvio Stagni.

Outras opções

Já a Motorola traz ao Brasil o Moto W233 Eco, que tem estrutura externa feita de material reciclado de garrafas plásticas e embalagem e manual produzidos a partir de papel reciclado, além de oferecer uma bateria com maior vida útil, para até nove horas de conversação, garantindo economia de tempo e energia.

"Estamos orgulhosos em poder oferecer aos nossos clientes a oportunidade de estar integrado com o meio ambiente, por meio de um aparelho voltado totalmente para a consciência ecológica, desde a utilização de plástico reciclado no seu design até a embalagem", destaca o vice-presidente de produtos móveis da Motorola Brasil, Sérgio Buniac.

Além destes modelos, o consumidor brasileiro conta, desde o início do ano, com o LG Arena, também conhecido como KM900. O celular, que tem preços médio sugerido de R$ 1.799, acaba de ser reconhecido como o celular multimídia mais verde do mercado europeu, durante cerimônia oficial ocorrida no último dia 4 de agosto, em Berlim.

De acordo com a assessoria de imprensa da LG, o produto se destacou por utilizar componentes e materiais que respeitam o meio ambiente, no que diz respeito à reciclagem.

Produtos verdes

Segundo pesquisa realizada pela Nokia, produzir celulares novos a partir de materiais reciclados, como garrafas de plástico e latas de alumínio, muito em breve será uma realidade.

No ano passado, a empresa apresentou pela primeira vez na América Latina, durante evento na Cidade do Panamá, o conceito Remade, que consiste na fabricação de celulares a partir de materiais reciclados, para minimizar o uso de recursos naturais e energia.

O Remade faz parte do programa Homegrown, que explora novas formas de fabricação de celulares de última geração seguindo as melhores práticas ambientais, busca facilitar o acesso à tecnologia pela população e contribui na solução de questões de responsabilidade social.

Atualmente, a companhia reutiliza certos componentes, como metais, para a criação de dispositivos novos e para consertos de equipamentos usados. Contudo, a fabricação de celulares a partir do conceito Remade está prevista para um prazo de três a cinco anos.

Consumidor

Conforme dados da pesquisa A Cadeia da Sustentabilidade, realizada com 115 empresas atuantes no País, a preservação do meio ambiente é a prática sustentável mais valorizada pelo consumidor nacional, com 97% das indicações. Em seguida, estão itens como a reciclagem (94%) e o uso de energias renováveis (83%).

Outros itens citados por elas como importantes para o cliente foram respeito aos direitos humanos (75%), programas de eficiência energética (75%), proteção à saúde humana (74%), gerenciamento de resíduos (73%), tratamento de água e saneamento básico (73%), informação e educação (64%), respeito aos direitos dos consumidores (63%) e mudanças nos padrões de consumo (57%).

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