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14/08/2009 - 16h35

"Governo não deveria mexer na poupança", defende presidente do Secovi

SÃO PAULO - "O governo não deveria fazer alterações na poupança". A afirmação é do presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Crestana.

"A poupança é uma instituição muito grande e antiga no nosso País e ela faz parte da cultura da população. Portanto, não se pode mexer nesse conceito impunemente", afirma o executivo.

Porém, o presidente diz que o governo está sendo muito prudente, ao considerar fazer alterações nas regras da poupança a partir de 2010. "O governo está sendo muito precavido e previdente ao lidar com essa questão. Eles estão soltando essas possibilidades para serem discutidas com bastante antecedência. O curioso é que, ao meu ver, essas mudanças não serão necessárias".

Taxas menores

Segundo o presidente do Secovi, há outras formas de resolver a migração de outros investimentos para a poupança. Este é um grande temor do governo, já que investimentos em fundos de renda fixa e títulos da dívida pública, obviamente, ajudam no pagamento das dívidas públicas do governo.

"O governo quer reduzir os rendimentos da poupança para evitar a migração. Isso aconteceria se os bancos alterassem suas taxas de administração, que atualmente são altíssimas. Em nenhum outro lugar do mundo há taxas de 2%, 3% ou 4%, como acontece aqui", explica.

E completa: "então, na minha opinião, é necessário um trabalho para que as taxas de administração sejam menores. E acho que os bancos e gestores vão trabalhar nesse sentido. Os números mostram que, mesmo com as altas taxas, a captação dos fundos de investimento é alta, a ponto de competir com a poupança. Então, eles sabem que, diminuindo as taxas, captariam ainda mais. Tenho esperanças de que isso aconteça, antes que seja necessário mexer na poupança", finaliza.

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