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18/08/2009 - 09h11

Adiado encontro que discutiria reajuste das aposentadorias

SÃO PAULO - A reunião sobre o reajuste das aposentadorias, que aconteceria nesta terça-feira (18), foi adiada. De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Previdência, a decisão partiu das centrais sindicais e da Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas).

Ainda segundo o Ministério, uma nova data será marcada para "breve". O órgão acredita que as centrais e representantes dos aposentados pretendem consultar as bases sobre o tema e a proposta apresentada pelo ministro da Previdência, José Pimentel, e pelo secretário Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, na última reunião, realizada no último dia 12.

Ambos querem unir, em uma proposta global, quatro projetos que abordam o reajuste e que tramitam na Câmara dos Deputados: o que trata da política de recuperação do salário mínimo, cujos reajustes serão repassados aos benefícios previdenciários; o que propõe a reposição para aqueles aposentados que ganham acima do mínimo; o que extingue o fator previdenciário; e o que determina que os reajustes das aposentadorias devem ser equivalentes aos concedidos ao salário mínimo.

Central sindical quer mais debates

Segundo nota divulgada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), na última segunda-feira (17), os representantes dos aposentados defenderão três prioridades. Entre elas está o aumento real para os benefícios acima do mínimo em 2010; o fim do fator; e a mudança da média utilizada para calcular o valor das aposentadorias.

Segundo a entidade, esta última medida faria com que no cálculo fossem considerados os períodos em que o contribuinte tinha salários melhores. Para eles, devem entrar na conta 60% do total das maiores contribuições. Hoje essa conta é feita considerando a média dos 80% maiores salários apenas recebidos desde 1994.

"Se a Previdência usar como base apenas 60% das maiores contribuições, eliminará 40% das menores", explica o presidente da entidade, Artur Henrique. "Quando usa como base 80% das chamadas maiores contribuições, acaba, na prática, eliminando só 20% das menores".

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