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20/08/2009 - 19h25

Citi recomenda deixar visões macro de lado e começar a escolher ações

SÃO PAULO - "Bem quando o bear market (e a retomada subsequente) nos intimou a sermos muito macro é o momento no qual o bom contrariador deveria se tornar micro". A afirmação do Citigroup leva a uma única conclusão: é hora de parar de analisar os cenários macroeconômicos e começar a escolher boas oportunidades de investimento em ações.

"Escute os analistas de novo e faça com que seu estrategista favorito pare de fazer grandes escolhas baseadas na seleção de setores e crie alguns temas interessantes de stock picking. É hora de seguir em frente", aconselha o Citigroup.

O relatório semanal de estratégia da instituição vai de encontro ao discurso consensual de que os indicadores econômicos não estão tão bons e o mercado acionário pode voltar a cair se a recuperação não for tão forte quanto o precificado.

Hora de escolher ações

De acordo com o Citi, o bear market deixou os gestores de fundos e estrategistas tão atentos às perspectivas macroeconômicas que eles estão relutantes em aproveitar o rali de ações cíclicas ou com maior risco. O Citi afirma categoricamente que o tempo para ser obcecado com esses fatores provavelmente passou.

"Se uma ação tem perspectivas decentes apesar do ciclo, compre-a. Pare de se preocupar sobre onde estamos no ciclo. É muito tarde para isso. Ao menos fique neutro nos setores - isso deve ajudar a focar a mente em stock picking e reduzir a tentação de considerar visões macro", indicam os analistas.

As recomendações do banco são para que os investidores comecem a procurar por empresas com produtos interessantes, focando em qualidade e crescimento mais do que em quantidade.

Estratégias e retornos

A análise do Citi, contudo, não para apenas na melhor estratégia a ser adotada a partir de agora. Avaliando os movimentos do mercado desde 1990, a instituição chega à conclusão de que estratégias de stock picking geram os melhores retornos no longo prazo, mas que uma alocação de ativos gera os retornos positivos mais consistentes.

A escolha de cada estratégia deve levar em consideração o perfil dos investidores e a parte do ciclo em que a economia se encontra. Por exemplo, em tempos de bear market, em que títulos públicos e ações têm altas correlações negativas, é mais acertado adotar uma estratégia macro, escolhendo setores e alocações de ativos.

Por outro lado, "a volatilidade e correlação mais baixas associadas com mercados de alta na metade destes ciclos oferecem as condições ideais para stock-pickers", afirma o Citigroup. Dessa forma, o banco informa que os fatores macroeconômicos serão menos importantes agora do que eram há dois anos. E o tempo da alocação de ativos, por mais acertada que seja, já passou - a estratégia agora é escolher ações. Boas ações.

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