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31/08/2009 - 13h31

Banda larga e conta de luz ficarão mais baratas com nova tecnologia

SÃO PAULO - Com a implantação do sistema PLC (Power Line Communication), que permite acesso aos serviços de banda larga, transmissão de vídeo e voz por meio da rede elétrica, os consumidores poderão ver os custos desses serviços e da energia elétrica caírem.

Isso porque a adoção da nova tecnologia se traduz em redução de custos associada à expansão da rede e ao aumento da competição entre as empresas do setor de telecomunicações. As considerações são do Alerta Setorial, da Tendências Consultoria, divulgado nesta segunda-feira (31).

Aluguel da rede reduzirá tarifa

Além da competição e redução dos custos de infraestrutura, os consumidores pagarão tarifas de energia mais baratas por conta do aluguel das redes. De acordo com resolução da Aneel (Agência Nacional de Telecomunicações), publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (28), apenas as empresas de telecomunicações poderão oferecer os serviços ligados ao PLC, sendo que, para tanto, deverão alugar a rede elétrica necessária.

Segundo determinação da Agência, parte da renda do aluguel das redes deverá ser revertida para a redução de tarifas. Para a Tendências, a nova tecnologia deverá constituir uma significativa fonte de ganhos econômicos e de eficiência para a sociedade e para as concessionárias de energia e de telecomunicações.

Empresas

O Alerta Setorial ressalta ainda que, com o PLC, as empresas de telecomunicações poderão diversificar os serviços que oferecem, aumentando assim a sua base de clientes, sem necessidade de realizar investimentos na expansão das redes tradicionais de transmissão de dados.

No caso das distribuidoras de energia, o benefício refere-se ao aumento dos ganhos, decorrentes do aluguel das redes, eà redução dos custos de leitura, que será por meio de gerenciamento remoto da rede.

Regulamentação

A Aneel aprovou a implantação da nova tecnologia na semana passada e publicou regulamentação segundo a qual os novos serviços não deverão interferir na qualidade do fornecimento da energia elétrica. Os gastos com a manutenção da rede continuarão sendo de responsabilidade da concessionária, ao passo que os investimentos para a implantação dos serviços serão de responsabilidade das empresas de telecomunicações.

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