UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

01/09/2009 - 12h31

Fiado perde espaço para cartões, mas ainda persiste entre os consumidores

SÃO PAULO - Com a moeda de plástico ganhando espaço, compras com pagamento para depois vão deixando de ser opção entre os consumidores brasileiros. Ainda assim, o fiado ou caderneta ainda têm lugar garantido entre as formas de pagamento mais utilizadas.

Mesmo perdendo posição para os cartões de crédito e débito, o fiado ainda é velho conhecido dos consumidores. Para se ter uma ideia, entre janeiro e abril deste ano, o cartão de débito foi utilizado para pagar alguma conta por 22,8% dos consumidores, número bem próximo aos 21,6% que usaram o fiado ou a caderneta para o mesmo fim.

Os números são de pesquisa da LatinPanel com 8,2 mil famílias e mostram que a velha prática vem perdendo posições para a moeda de plástico, mas ainda resiste. Em 2007, por exemplo, 61,4% dos pesquisados pagaram alguma conta usando o fiado ou a caderneta. O número caiu para 33,9% em 2008 e no primeiro quadrimestre deste ano atingiu 21,6%.

Prática ainda resiste no interior paulista

Considerando as regiões, os consumidores da Grande Rio de Janeiro foram os que mais deixaram de utilizar o fiado nos últimos três anos. Em 2007, 76,8% dos pesquisados da região deixaram alguma conta na caderneta ou no fiado. No ano seguinte, apenas 16% escolheram alguma vez esta forma de pagamento, ao passo que no primeiro quadrimestre deste ano, 11,8% o fizeram.

O número representa a menor participação dessa forma de pagamento entre as regiões pesquisadas pela LatinPanel. A maior deste ano ficou com o Interior de São Paulo, onde 28,9% dos consumidores ainda utilizam o fiado ou a caderneta para pagar a compra. Porém, mesmo nessa região, a frequência de uso do fiado também caiu bruscamente desde 2007, quando 58,7% dos pesquisados da região recorriam a esta forma de pagamento.

Na Grande São Paulo, 15,2% utilizaram o fiado como forma de pagamento. Número bem menor aos 50% registrados em 2007 e aos 23% apontados no ano passado.

Entre janeiro e abril deste ano, na região Sul, 12,7% dos entrevistados também recorreram à caderneta, ao passo que na região Leste - que inclui Espírito Santo, Minas Gerais e Interior do Rio de Janeiro - 28,2% escolheram esta forma. No Centro-Oeste, o percentual no período foi de 21,3% e no Norte/Nordeste, de 25,9%.

Caindo, mesmo entre a baixa renda

Com a bancarização alcançando os consumidores de baixa renda, o fiado ou caderneta também perderam espaço entre eles para os cartões. Se essa forma de pagamento chegou a ser utilizada por 67,9% dos consumidores das classes D e E em 2007, em 2008, 43,4% deles recorreram a ela e, neste ano, o percentual é bem menor, de 26,2%.

Entre os consumidores dos outros segmentos de renda, a situação não é diferente. Entre os da classe C, o fiado/caderneta foi utilizado por 62,2% em 2007. Neste ano, 21,9% pagaram alguma conta com essa forma de pagamento.

Em 2007, 48,4% dos consumidores das classes A e B utilizaram o fiado/caderneta, ao passo que neste ano apenas 12,6% o fizeram.

Presente em todo o comércio

E mesmo em hipermercados ou supermercados esta forma de pagamento persiste. Nos quatro primeiros meses do ano, o fiado ou caderneta foram utilizados por 24% dos entrevistados em hipermercados e por 25,3% em supermercados.

Em estabelecimentos de bairro, a prática também ainda é muito comum, tendo sido utilizada por 24,1% dos consumidores. No varejo tradicional, porém, essa forma de pagamento foi utilizada alguma vez no período por apenas 8,7% dos pesquisados.

Em todos esses segmentos, o fiado ou caderneta ganham até mesmo do cartão de débito, utilizado em hipermercados por 16,4%, em supermercados por 7,8%, em supermercados de bairro por 13,1% e por 3,9% dos consumidores no varejo tradicional, entre janeiro e abril.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host