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01/09/2009 - 19h05

Wilson Sons: Credit Suisse eleva preço-alvo, mas sugestão neutra é mantida

SÃO PAULO - Após revisar sua avaliação, o Credit Suisse elevou o preço-alvo dos BDRs (Brazilian Depositary Receipts) da Wilson Sons (WSON11) para R$ 20,00, o que representa uma variação praticamente nula frente a cotação de fechamento desta terça-feira (1). Devido ao upside limitado, a recomendação neutra foi mantida.

De acordo com os analistas do banco de investimentos, os recentes resultados divulgados pela companhia contribuíram para elevar a cotação projetada. No segundo trimestre do ano, a Wilson Sons registrou um desempenho melhor do que o esperado em seus principais segmentos de atuação, em especial os terminais portuários, rebocagem e offshore.

Ainda em relação ao segundo quarto do ano, a equipe de análise do Credit Suisse destaca o crescimento de 20% no volume de operações nos terminais de contêiner da companhia, que ocorreu mesmo com o cenário adverso de menor demanda.

Em virtude dos resultados operacionais reportados e das próprias estimativas da empresa de que esse crescimento tende a continuar, os especialistas do banco revisaram suas projeções de volume para o acumulado em 2009, passando de uma retração de 10% anteriormente esperada para uma evolução de 2% em relação a 2008.

Real valorizado preocupa

Apesar do desempenho operacional melhor que o esperado, as novas premissas da equipe de análise em relação ao câmbio podem limitar ganhos futuros da empresa. Em virtude da recente valorização do real frente ao dólar, o Credit Suisse espera que a moeda norte-americana chegue a R$ 1,85 em 2009 e 2010, patamar bem abaixo dos R$ 2,20 projetados anteriormente.

Segundo o Credit Suisse, o real mais forte em relação à divisa norte-americana pode prejudicar diretamente as principais operações da Wilson Sons, como os segmentos de rebocagem - onde 75% da receita está atrelada ao dólar - e de terminais portuários, no qual a queda nas exportações poderá afetar diretamente no volume de contêineres.

Porém, a equipe do banco ressalta que a moeda brasileira mais valorizada ajuda na expansão das importações, trazendo para os portos contêineres cheios - que custam o dobro de um contêiner vazio -, melhorando a lucratividade destas operações.

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