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08/09/2009 - 16h18

Revisão de procedimentos é necessária, mas pode encarecer planos de saúde

SÃO PAULO - A revisão dos procedimentos existentes nos planos de saúde é importante, mas é preciso tomar cuidado com a inclusão de novos serviços, para não inviabilizar o acesso da população ao produto, concluiu o presidente da Abramge (Associação Brasileira de Medicina de Grupo), Arlindo de Almeida.

"Evidentemente que não podemos ir contra a revisão do rol de procedimentos. O que acontece é que, com o passar do tempo, vai aumentando o número de procedimentos, vai ficando mais caro e isso afasta as pessoas dos planos de saúde", afirmou. "Volta somente a ´nata` da sociedade a ter plano de saúde".

Arlindo falou depois que a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) abriu, nesta terça-feira (8), consulta pública para atualização do rol de procedimentos e eventos nos planos de saúde contratados a partir de 1999, chamados de planos novos.

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De acordo com o presidente da Abramge, é complicado disponibilizar para todo mundo novos procedimentos sem nenhum tipo de critério, já que, quando se divulga a inclusão de procedimentos, as pessoas acabam querendo fazer o exame, mesmo sem necessidade.

Como solução para isso, Almeida aponta a criação de franquia em planos de saúde, como aconteceu no mercado de seguros de automóveis. "Há 20 anos, muito pouca gente tinha o seguro de automóvel, já que o custo era alto, porque se cobria tudo. Depois, foi feita a franquia - até um limite, você cobra - e [o seguro] popularizou-se", explicou, sobre o que poderia ser feito em planos individuais e familiares.

Além disso, ele falou que poderia haver uma flexibilização maior das regras dos planos de saúde, podendo ser oferecidos alguns com coberturas mais simples.

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