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09/09/2009 - 12h05

Dieese: custo de vida cai mais para paulistanos de menor poder aquisitivo

SÃO PAULO - Os paulistanos viram os preços subirem 0,30% no oitavo mês deste ano. A taxa representa uma queda de 0,19 ponto percentual em relação a julho, quando foi registrado índice de 0,49%. Por estrato de renda, as famílias de menor poder aquisitivo, pertencentes ao estrato 1, tiveram a maior queda em agosto, já que a taxa de inflação dessa classe ficou em 0,24%, contra 0,73% no mês anterior.

As informações, divulgadas nesta quarta-feira (9), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Por renda

Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou queda de 0,49 ponto percentual.

Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), o ICV ficou em 0,24% em agosto, contra 0,54% um mês antes.

Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida caiu 0,04 p.p., registrando variação de 0,35%, frente a de 0,39% registrada um mês antes.

De modo geral, os itens dos grupos Despesas Pessoais e Vestuário influenciaram as quedas, ao passo que Saúde, Habitação e Transporte apresentaram as maiores altas do período, pressionando o índice.

Principais variações

No mês passado, as principais contribuições vieram dos grupos Saúde (1,03%), Habitação (0,30%), Transporte (0,50%) e Alimentação (0,08%), que atingiram todos os estrados no oitavo mês do ano, embora com impactos diferentes.

Também contribuíram para a elevação do ICV os grupos Despesas Diversas (0,07%), Recreação (0,28%) e Equipamento Doméstico (0,14%).

Por outro lado, contribuíram para conter o custo de vida as quedas nos preços dos segmentos de Vestuário (-0,28%), Despesas Pessoais (-0,28%) e Educação e Leitura (-0,01%).

Acumulado

Nos últimos 12 meses - entre setembro de 2008 e agosto de 2009 -, o ICV acumula alta de 3,75%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a maior taxa apurada foi a das famílias de maior poder aquisitivo (4,11%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 3,27%, enquanto para aquelas com menor poder aquisitivo a alta foi de 3,31%.

De modo geral, os aumentos verificados em 12 meses devem-se, especialmente, às elevações apuradas nos grupos Despesas Pessoais (13,14%), Educação e Leitura (7,52%), Habitação (5,75%) e Saúde (4,34%).

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