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16/09/2009 - 19h15

JP Morgan vê potencial extra para a bolsa brasileira, com Ibovespa nos 65 mil pontos

SÃO PAULO - Enquanto a economia brasileira chama atenção ao redor do mundo, o mercado doméstico se destaca no caminho para a recuperação. Daqueles 29.435 pontos, fundo do poço que atingiu em outubro do ano passado, o Ibovespa já dobrou de pontuação até aqui. Em 2009, esta perspectiva positiva em relação à economia rendeu 60% de valorização ao índice acionário.

Este saldo chega a impressionar, mas, ao mesmo tempo, pode limitar o potencial de valorização das ações daqui para frente. Mesmo entre os promissores mercados emergentes, o brasileiro é o de maior destaque. "O Brasil vem liderando o caminho, como mercado de melhor performance do mundo emergente, com valorização de 84% em dólares", ressalta o JP Morgan.

65.000

Mesmo assim, a instituição considera que ainda há um potencial extra para a bolsa brasileira fluir. O JP Morgan acredita num Ibovespa nos 65.000 pontos ao final do ano, o que embutiria ganho de mais 8,3% aos atuais patamares. Por outro lado, os analistas consideram o México como top pick.

Para ambos, no entanto, a aposta é de continuidade do ritmo de recuperação do mercado. Após visita recente aos dois países, os analistas do banco afirmaram que tanto no Brasil quanto no México os investidores permanecem cautelosos. Como resposta, o fluxo de capital para os mercados segue contraído.

Suporte da economia

Além destes argumentos, a instituição segue elevando suas projeções macroeconômicas para a região. Para o Brasil, a expectativa é que a atividade econômica cresça 5% acima de seu potencial. Pela expectativa de forte crescimento, "agora esperamos um aumento nas taxas de juros no Brasil para o final de 2010".

Atenção com bancos

"O crescimento das receitas deve surpreender, com o consenso esperando que as receitas dos setores financeiro e atrelados ao consumo venham mais baixas que no segundo quarto". Por outro lado, os bancos passam pela recomendação do JP Morgan para a região.

Entre eles, destaque para o Bradesco, "que oferece boa exposição à melhoria das condições de crédito no Brasil, sem a distração de um grande processo de integração".

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