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16/09/2009 - 18h02

Spread de cheque especial é quase cinco vezes maior que a média para pessoa física

SÃO PAULO - O spread do cheque especial é quase cinco vezes maior do que a taxa média praticada no crédito à pessoa física no Brasil.

O spread é a diferença dos juros que as instituições financeiras pagam ao captar recursos e aqueles que elas cobram ao emprestá-los. No cheque especial, essa taxa ficou em 159 pontos percentuais em julho deste ano, enquanto a do crédito à pessoa física ficou em 35,2 pontos percentuais.

Os dados, compilados para o InfoMoney pela Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimentos), mostram ainda que o spread do crédito pessoal foi de 35 pontos percentuais em julho deste ano, enquanto o do financiamento de veículos ficou em 16,9 pontos percentuais.

Influência da Selic

Com a queda da Selic, praticada pelo Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) desde dezembro do ano passado, os spreads começaram a cair. No caso do crédito à pessoa física, a queda foi de 45,2 pontos percentuais em dezembro passado para 35,2 pontos percentuais em julho deste ano.

No crédito pessoal, o spread passou de 47,5 para 35 pontos, enquanto no financiamento de veículos a queda foi de 23,5 para 16,9 pontos.

No mesmo período, o spread do cheque especial também caiu (de 162,4 para 159 pontos), mas esta é a única modalidade que registrou uma retomada do aumento do spread, a partir de abril deste ano, quando atingiu 156,3 pontos.

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