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17/09/2009 - 09h36

Abaladas por crise, remessas de estrangeiros para fora do Brasil dão sinais de retomada

SÃO PAULO - Depois de queda de 23% no primeiro semestre deste ano, frente ao mesmo período do ano passado, as remessas de imigrantes que vivem no Brasil ao exterior dão os primeiros sinais de retomada.

Dados do Banco Central mostram que, em junho, pela primeira vez no ano, as remessas atingiram patamar equivalente ao do período pré-crise, de US$ 57 milhões.

De acordo com a ABMTransf (Associação Brasileira das Empresas Prestadoras de Serviços de Microtransferência de Dinheiro), há indícios positivos na direção da retomada das remessas no segundo semestre deste ano.

Motivos

E, dentre os motivos apontados para a retomada, estão a recuperação da economia interna e a nova lei de anistia aos imigrantes ilegais, em vigor desde o início de julho.

Segundo a Polícia Federal, 11.010 estrangeiros regularizaram sua situação até o final de agosto, um mês após entrar em vigor a lei de anistia. No início de setembro, o número havia saltado para 15 mil, com 3 mil pedidos de regularização agendados. Com a nova lei, os estrangeiros passam a viver legalmente no Brasil, com direito a documentos de identidade, abertura de conta bancária e acesso a serviços públicos.

Além disso, a nova lei pode estimular a expansão dos canais formais de remessas de dinheiro, por meio de empresas que cumprem as normas do Banco Central, bem como pode estimular o emprego formal, o aumento da renda e a capacidade de fazer remessas regulares para o país de origem.

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