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17/09/2009 - 18h12

Spread de cheque especial resiste a cair, aponta pesquisa

SÃO PAULO - Enquanto as outras modalidades de crédito apresentaram queda no spread no decorrer de 2009, no caso do cheque especial, a taxa resiste a cair, apontou levantamento da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento).

Em dezembro do ano passado, o spread da modalidade era de 162,4 pontos percentuais e passou a 156,3 em abril deste ano. Desde então, porém, ele voltou a crescer, atingindo 159 pontos percentuais no mês de julho deste ano.

De acordo com o presidente da Acrefi, Adalberto Savioli, o cheque especial é uma modalidade que tem uma participação pequena no crédito à pessoa física e a inadimplência na modalidade é alta, fatores que são repassados às taxas de juros cobradas dos consumidores.

"A diferença do cheque especial é que não há movimento de queda. Nas outras linhas, há queda, por maior volume de empréstimo e concorrência", explicou Savioli. O spread é a diferença do que os bancos pagam para captar recursos e do que cobram para emprestá-los.

Spread à pessoa física

O spread à pessoa física no Brasil é de 35,2 pontos percentuais, sendo que, em dezembro do ano passado, a taxa era de 45,2 pontos percentuais. "A tendência de spread é de queda, porque já há previsão de queda da inadimplência, pela recuperação da economia mesmo".

O levantamento foi divulgado em meio às discussões sobre a queda do spread no Brasil. Na terça-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou do ministro da Fazenda, Guido Mantega, a redução das taxas, já que o Brasil tem o segundo maior spread médio do mundo, perdendo apenas para o Zimbábue.

Nesta quinta (17), foi a vez de o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, dizer que a forma de calcular o spread no Brasil vai mudar, para propiciar mais concorrência entre os bancos e, consequentemente, redução das taxas.

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