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18/09/2009 - 15h02

Crise não chega às escolas e mensalidades de 2010 devem apenas repor inflação

SÃO PAULO - O reajuste das mensalidades escolares em São Paulo em 2010 deve apenas repor a inflação deste ano, de acordo com o presidente do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo), Benjamin Ribeiro da Silva.

"Cada escola deve fazer sua planilha e, no mínimo, deve haver reposição da inflação, que está em torno de 4%. Mas pode haver reajuste acima ou abaixo dela", afirmou.

Últimos dados do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostraram que a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,36% no mês de agosto.

Inadimplência

Silva explicou que um dos motivos que podem aumentar o reajuste das mensalidades é a inadimplência, que está em um patamar de 10% nas escolas privadas de São Paulo. "Isso é muito alto. Representa uma receita e meia ao final do ano".

Questionado sobre se o índice de inadimplência registrou alguma variação, por conta das demissões causadas pela crise, o presidente do Sieeesp disse que sim, mas somente em algumas cidades em que haviam os setores mais afetados pela turbulência, onde o desemprego foi maior.

Enquanto a inadimplência puxa para cima o reajuste das mensalidades, um aspecto que faz movimento contrário é a concorrência no setor. "Não temos margem para aumentos", explicou Silva.

Ensino particular

De acordo com a Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio), considerando todo o Brasil, as instituições privadas respondem por 25,9% do ensino maternal e jardim de infância, que possui 4,233 milhões de alunos.

No Ensino Fundamental e classe de alfabetização, que possui 34,668 milhões de alunos, estas instituições representam 12% do total, enquanto, no Ensino Médio (9,523 milhões), as escolas privadas têm participação de 13,5%.

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