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22/09/2009 - 11h33

Estudo revela que classe D se concentra no Norte e Nordeste

SÃO PAULO - Estudo realizado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) mostrou que a classe D - renda domiciliar total entre R$ 804 e R$ 1.115 - é mais representativa no Norte e Nordeste do Brasil.

Os dados mostram que a classe D representa 31,9% dos moradores do Norte e outros 31,7% do Nordeste. Já o Centro-Oeste tem, em sua população, 23,9% das pessoas nesta classe social, ante 20,8% no Sudeste e 17,2% no Sul.

Uma análise feita desde 1993, antes da implementação do Plano Real, torna possível observar que diminuiu a proporção de brasileiros da classe D no Centro-Oeste, que detinha 32,1% de sua população nesta classe social, ante 29,4% no Sul e 30,6% no Sudeste.

Como mora a classe D

Outros dados mostraram que 30,2% da população na zona rural são da classe D, enquanto em 1993 a proporção desta população que vivia no campo era de 22,3%. Nas metrópoles, 20,9% dos moradores são desta faixa de renda e, nos centros urbanos, 24,9%.

O estudo revela ainda que 36,1% dos moradores de aldeias indígenas são da classe D, enquanto 33,8% dos residentes em aglomerados subnormais estão na classe social.

Menor renda do Brasil

Entre os brasileiros com renda até R$ 804, que são considerados da classe E, a representatividade é maior no Nordeste (30,7%), região que, em 1993, tinha 60,5% de sua população nesta faixa de renda.

O Norte passou, no período, de 40,1% de sua população na classe E para 19,1%, enquanto que o Sudeste mudou de 23,5% para 9,68%, o Sul passou de 20,2% para 7,29% e o Centro-Oeste, de 28,5% para 10,5%.

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