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23/09/2009 - 13h24

Brascan revisa preço-alvo da Gerdau com melhora das vendas e valor do aço

SÃO PAULO - Acreditando no crescimento do volume de vendas e em relativa estabilidade do preço do aço, a Brascan Corretora revisou o preço-alvo para as ações da Gerdau (GGBR4).

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (23), a corretora aposta em um target de R$ 27,51 por ação no final de 2010, o que representa um potencial de valorização de 11,4% em relação à cotação do dia 22 de setembro. O preço-alvo anterior, com base no final de 2009, era de R$ 24,35.

"Para os próximos trimestres, melhores volumes de venda, preços mais elevados e ganhos de escala devem garantir margens mais elevadas para a Gerdau", comenta.

Mesmo com as previsões otimistas para os próximos trimestres e a melhora do cenário externo, a corretora não acredita que o nível de rentabilidade observado em 2008 seja novamente atingido nos próximos anos.

Preço do aço

Segundo os analistas da corretora, o quadro também está melhorando para a cotação do aço. Eles comentam que pequenas elevações nos preços do mercado internacional já começam a surgir neste terceiro trimestre do ano e devem permanecer até o final e 2009.

Contudo, apesar da leve alta, a equipe de análise alerta para a tendência de estabilidade dos preços a partir do ano que vem, permanecendo sendo grandes alterações até 2013, quando começam a declinar.

Além disso, a Brascan atenta para a possibilidade de queda nos preços do aço caso haja aumento da oferta do produto no mercado.

"Caso o recente aumento de demanda seja apenas um efeito de reestocagem e não seja seguido por uma maior procura do consumidor final, há alto risco de uma sobreoferta, o que levaria a novas quedas de preço e perda de rentabilidade", explicam os analistas.

Preocupações

A Brascan também destacou a presença da empresa nos Estados Unidos como um risco a mais a seu desempenho.

"Acreditamos que a recuperação do setor siderúrgico nos EUA é mais incerta do que, principalmente, no Brasil, onde medidas governamentais como o "Minha Casa, Minha Vida" e a redução do IPI para produtos de construção civil têm apresentado resultados mais significativos neste setor, um grande demandante de aços longos", explica.

Em 2008, com o estouro da crise econômica, a grande exposição da empresa ao exterior levou à forte queda em seus resultados operacionais, até mais rápida do que seus concorrentes brasileiros Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) e Usiminas (USIM3, USIM5).

Desde então, a companhia vem se concentrando na redução de custos e na liberação de capital de giro, que resultaram em melhores níveis de liquidez e bons resultados.

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