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23/09/2009 - 09h03

Em um ano de turbulência, procura por crédito universitário não estagnou

SÃO PAULO - Apesar dos reflexos da crise financeira internacional ter afetado negativamente o crédito, dificultando o acesso e aumentando a cautela dos consumidores em tomar o empréstimo, a demanda por financiamento universitário não estagnou.

"Percebemos que, mesmo com o aumento da aversão ao crédito durante a crise, a demanda por crédito universitário continua aquecida", avalia o diretor do Ideal Invest, Carlos Furlan. A empresa gera o crédito universitário Pravaler, que registrou repasses de mais de R$ 130 milhões desde a sua criação, em setembro de 2006.

Ao longo desse período, mais de 350 mil estudantes buscaram o crédito estudantil. Desse total, 182 mil são alunos novos, que entraram no crédito do programa nos últimos 12 meses - em pleno período de crise.

Demanda aquecida

Segundo o diretor da Ideal Invest, um exemplo de que a crise não atingiu o crédito universitário é o grande número de renovações. Nos últimos seis meses, a empresa repassou R$ 30 milhões às instituições parceiras, aprovando 92% dos alunos que pediram a renovação do financiamento.

"Conseguimos atravessar este momento mais turbulento bem capitalizados", explica Furlan. "Com isso, foi possível obter um bom aproveitamento na renovação dos alunos".

Com o retorno das condições favoráveis de financiamento e um quadro econômico mais otimista, Furlan espera uma demanda aquecida para o próximo vestibular de verão. "Estamos mais preparados e com capital para fazer um vestibular de verão melhor", afirma.

Fies

Para quem busca recursos para financiar os estudos, além de recorrer às instituições financeiras privadas, os estudantes podem buscar pelo Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), programa do Governo que financia de 50% a 75% da mensalidade do curso superior.

E quem conseguir entrar no financiamento no próximo ano poderá gozar de juros menores, já que o programa passa por mudanças. A Câmara dos Deputados aprovou e o Senado analisará as novas regras do financiamento.

Os juros sobre o saldo devedor, que antes variavam entre 3,5% e 6,5% ao ano, dependendo do curso, poderá ficar em 3,5% ao ano, para todos os cursos. As mudanças vêm no sentido de tentar amenizar as altas taxas de inadimplência que este segmento de crédito vem registrando.

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