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24/09/2009 - 11h07

Somente 2% dos e-consumidores compram por impulso, diz pesquisa

SÃO PAULO - Segundo estudo realizado pela Deloitte, intitulado "As relações de consumo na era do comércio on-line", na visão da maior parte das empresas atuantes na internet, quem compra pela web não tem o hábito de adquirir produtos ou serviços por impulso.

Somente 2% dos respondentes alegaram que o e-consumidor compra sem uma avaliação criteriosa, o que, na opinião da gerente de área de varejo e bens de consumo da Deloitte, Patrícia Sousa, revela que as empresas sabem que quem está do lado de lá da tela está mais exigente.

"Essa percepção demonstra que as empresas sabem que estão lidando com consumidores mais exigentes e com maior poder de decisão", afirma Patrícia.

Outros hábitos

A pesquisa aponta ainda que, para 50% dos entrevistados, os potenciais compradores buscam, principalmente, obter melhores condições de compra.

Outros 40% acreditam que seu público utiliza a rede para visualizar melhor as características e tomar conhecimento dos produtos ou serviços, mas percebem que as pessoas e as empresas, na maioria das vezes, ainda acabam por efetuar ou finalizar suas compras nas lojas físicas.

Apesar disso, o levantamento mostra que o varejo tradicional cada vez mais divide espaço com meios alternativos de venda. O comércio on-line já apresenta importante contribuição para os resultados das empresas, respondendo por 6% do faturamento total obtido pelas entidades da amostra. Para os próximos 12 meses, as estimativas são de que este percentual alcance 8%.

"As mídias sociais alteram drasticamente a maneira como os agentes de comunicação e os consumidores podem interferir na reputação de uma empresa. O desafio para as empresas é entender a complexidade do novo consumidor social. Relacionamento social com consumidores é muito mais do que atender à demanda de forma reativa ou confeccionar produtos e serviços customizados."

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