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25/09/2009 - 16h40

Chuva prejudica plantio de cana e preço do álcool combustível deve subir

SÃO PAULO - O excesso de chuva no mês de setembro, que prejudicou os produtores de cana-de-açúcar na região Centro-Sul do Brasil, deve fazer com que a oferta de álcool diminua e o combustível pese mais no bolso do consumidor.

Setembro é um mês tradicionalmente mais favorável à colheita, mas, na safra atual, o índice alto de chuvas já provocou a perda de 11 dias efetivos de moagem da cana-de-açúcar, o que fez a produção na quinzena ficar 22,8% abaixo da verificada na safra anterior.

Desde o início da safra, em meados de maio, 43,59% do total de cana processada foi destinado à produção de açúcar, ficando 56,41% para a produção de etanol, que somou 15,1 bilhões de litros, volume praticamente igual ao da safra anterior.

Produção em baixa, vendas e alta

Na primeira quinzena de setembro, as vendas de etanol das usinas do Centro-Sul para o mercado interno totalizaram 1 bilhão de litros, sendo 242 milhões de etanol anidro - adicionado à gasolina - e 773 milhões de etanol hidratado (álcool combustível).

No acumulado da safra até 15 de setembro, por sua vez, as vendas de etanol para o mercado interno somaram 10,8 bilhões de litros, crescimento de 16,8% em relação ao mesmo período da safra anterior. Quando analisada a movimentação física, houve queda de 1,3% no etanol anidro e alta de 24,6% no etanol hidratado.

De acordo com a Unica, o que se percebe é uma produção abaixo do esperado, devido às chuvas, enquanto há um aumento na venda de produtos, atraso no início de operação das novas unidades produtoras (das 23 novas unidades previstas, 17 estarão em atividade até o final de setembro) e um aumento de demanda, provocada pelos baixos preços do etanol desde o início da safra.

Impactos no preço ao consumidor

A quantidade de cana a ser esmagada até o final da safra atual é de 182 milhões de toneladas. Mantida a proporção direcionada para o etanol, a produção até o final desta safra deve alcançar 8,65 bilhões de litros. Parte deste total garantirá a mistura do álcool à gasolina (que é de 25%).

Em relação ao álcool combustível, a demanda e a oferta no mercado doméstico serão determinadas pelos preços vigentes no mercado. De acordo com dados do IPCA-15, no acumulado do ano, o etanol já registrou aumento de 3,87% nos preços ao consumidor.

Em setembro, houve alta em Belo Horizonte, onde o preço do combustível subiu 1,82%, e em São Paulo, que registrou aumento de 1,64%. Já no ano, Salvador (7,20%), Fortaleza (3,82%) e Recife (3,33%) registram acréscimos nos preços.

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