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25/09/2009 - 16h08

Mercado de cartões deveria ser totalmente criptografado, para evitar fraudes

SÃO PAULO - O mercado brasileiro de cartões de crédito deveria ser totalmente criptografado, para evitar vazamento de dados, como o ocorrido nos Estados Unidos.

O alerta é de Eduardo Daghum, sócio-diretor da Horus, empresa especializada em controle e prevenção de fraudes em meios de pagamento. Segundo ele, a criptografia total já é obedecida por algumas redes brasileiras, mas ainda não acontece de forma completa em toda a cadeia da indústria de meios eletrônicos de pagamento no País.

"O ideal é que se criptografem completamente os números de contas de pagamento dos cartões de crédito e débito, assim como os dos dados das tarjas magnéticas, para que eles nunca apareçam de forma utilizável no comerciante e nos sistemas de processamento", afirma.

O caso Heartland

No início do ano, o mundo tomou conhecimento do vazamento de dados de 130 milhões de cartões nos Estados Unidos, por conta de uma falha de segurança no sistema da empresa Hertland Payment Systems, que administra pagamentos de cartões de crédito.

Na época, milhares de pessoas tiveram de cancelar seus cartões, para prevenir fraudes, e a empresa gastou US$ 32 milhões em investigações, advogados e outras despesas relacionadas ao vazamento.

No Brasil, segundo a Horus, somente no primeiro semestre, o mercado nacional de cartões teve prejuízo superior a R$ 31 milhões com o golpe da clonagem, valor que, segundo Daghum, é pequeno, perto do estrago que pode ser causado com um vazamento de dados em grande escala, como o ocorrido com a empresa americana.

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