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05/10/2009 - 11h08

Expectativa de vida do brasileiro sobe, segundo o PNUD. Como se preparar?

SÃO PAULO - De acordo com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), calculado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), divulgado nesta segunda-feira (05), a expectativa de vida do brasileiro, ao nascer, segundo o relatório de 2009, atingiu 72,2 anos.

Quando separados por sexo, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa mesma estimativa dos homens cai para 68,8 anos, enquanto que para as mulheres, sobe para 76,4 anos.

Diante deste cenário, como se preparar financeiramente para uma vida mais longa?

Planejar e investir

Para garantir uma aposentadoria tranquila, é necessário planejá-la desde cedo. Quanto antes você começar a guardar com esse objetivo, menor será o esforço de poupança mensal.

Por exemplo: se você tem 18 anos e dispõe de R$ 100 por mês para poupar, com 60 anos terá guardado cerca de R$ 460 mil, considerando um investimento conservador, com rentabilidade de 0,7% ao mês.

Por outro lado, se você tem 40 anos e só agora resolveu pensar na aposentadoria, considerando o mesmo exemplo anterior, conseguirá poupar, apenas, pouco mais de R$ 60 mil, ou, para alcançar os R$ 460 mil, terá que dispor de mais de R$ 750 por mês.

Previdência social x privada

Investir em previdência privada pode ser uma alternativa para não depender da previdência social.

De acordo com os últimos dados da Fenaprevi (Federação Nacional da Previdência Privada e Vida), a procura por planos de previdência privada está em tendência constante de alta e começa cada vez mais cedo. Prova disso é o avanço da captação dos planos para menores de idade, que aumentou 18,17% em julho de 2009, na comparação com igual mês de 2008.

Por esses números, é possível concluir que a população em geral está preocupada com o futuro. Segundo o IBGE, a tendência é que a expectativa ao nascer aumente gradativamente, ano a ano, o que faz com que os pais, hoje, além de garantirem o próprio sustento, tenham de se preocupar também com o futuro financeiro dos filhos.

Essa geração, se mantida a tendência, sofrerá ainda mais com o déficit previdenciário, que atualmente, conforme dados do Regime Geral da Previdência Social, está em quase R$ 30 bilhões .

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