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05/10/2009 - 18h08

Principais gestoras de fundos do mundo atingiram recorde de perdas em 2008

SÃO PAULO - US$ 16 trilhões. Esta foi a quantia que as 500 maiores gestoras de investimento do mundo perderam durante 2008, o que significou a primeira retração do capital total dessas instituições desde 2002 e a maior perda de sua medição histórica, iniciada em 1996.

De acordo com o ranking Pensions & Investments/Watson Wyatt World 500, o volume financeiro total passou de US$ 69,4 trilhões para US$ 53,4 trilhões na passagem anual, queda de 23%. Naomi Denning, diretor da divisão de consultoria de investimentos da Watson Wyatt na Ásia, afirmou que "2008 foi um ano terrível para as gestoras de fundos, com a maioria delas reportando perdas recordes".

Denning ainda lembra que, mesmo com o rali iniciado nos mercados em março deste ano, os níveis de 2009 devem ficar abaixo dos que foram vistos em 2007, "mostrando que as perspectivas de ganhos e de receitas para este ano seguem pobres".

Os números são mais significativos para as maiores instituições do ranking. Segundo o estudo feito, as perdas das 20 companhias melhores posicionadas totalizaram US$ 5,6 trilhões, praticamente um terço do volume perdido pelo total das 500 gestoras. "As maiores firmas, historicamente as principais beneficiárias do crescimento, não estiveram imunes em 2008", disse Denning.

Contudo, as empresas que integram o top 20 das perdas ainda registram um desempenho histórico positivo, tendo acumulado rentabilidade de 38% no ano passado.

Destaques do ranking

Dentre as 500 instituições listadas pela P&I/ Watson Wyatt, algumas se destacam - tanto positiva quanto negativamente - pela movimentação no ranking nos últimos cinco anos. É o caso do Barclays Global Investors, que passou da quinta para a primeira posição no período.

Outras gestoras também ganham ênfase pela escalada na tabela de classificação, caso da BlackRock, que foi da trigésima nona posição para o sexto lugar nestes cinco anos. A mesma tendência se repetiu com BNP Paribas (da 34º para a 13º posição) e Goldman Sachs (da 33º para a 14º).

"A indústria de gestão de recursos está submetida a mudanças significativas, em virtude do resultado das condições extremas de mercado que nós temos testemunhado nos últimos anos", afirma Denning, apontando a volatilidade que a crise financeira trouxe aos mercados como o fator determinante para as sequenciais alterações no ranking.

Posição Gestora País Total ativos(em milhões)
1 Barclays Global Investors Reino Unido US$ 1.516
2 Allianz Group Alemanha US$ 1.462
3 State Street Global EUA US$ 1.444
4 Fidelity Investments EUA US$ 1.389
5 AXA Group France US$ 1.383
6 BlackRock EUA US$ 1.307
7 Deutsche Bank Alemanha US$ 1.150
8 Vanguard Group EUA US$ 1.145
9 JPMorgan Chase EUA US$ 1.136
10 Capital Group EUA US$ 975
11 Bank of NY Mellon EUA US$ 928
12 UBS Suíça US$ 821
13 BNP Paribas França US$ 810
14 Goldman Sachs Group EUA US$ 798
15 ING Group Holanda US$ 777
16 Crédit Agricole Alemanha US$ 776
17 HSBC Reino Unido US$ 735
18 Legg Mason EUA US$ 698
19 Natixis França US$ 630
20 Wells Fargo EUA US$ 574

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