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06/10/2009 - 12h05

Mesmo com possível taxação, poupança tem mais depósitos que saques em setembro

SÃO PAULO - No mês em que o governo definiu a alíquota de imposto que poderá ser cobrada das cadernetas com recursos acima de R$ 50 mil, de 22,5% a partir de 2010, caso a proposta de tributação seja aprovada pelo Congresso, a poupança registrou mais uma captação líquida (depósitos menos saques) positiva.

Dados do Banco Central mostram que, até o dia 28 de setembro, a captação líquida da poupança já era de R$ 1,848 bilhão, resultado de depósitos na ordem de R$ 78,3 bilhões e de saques em R$ 76,4 bilhões.

"Nos últimos dias do mês, o volume de depósito ultrapassou o de retirada em mais de R$ 3,5 bilhões", explicou o professor da Fucape e da FGV, Paulo César Coimbra.

Mês de setembro

Em agosto, a poupança fechou com captação de R$ 3,098 bilhões e continuou positiva no mês seguinte. "No início de setembro, a poupança foi imbatível, mas aí vieram os rumores de taxação e, com isso, a volatilidade da captação líquida subiu um pouco".

No terceiro dia de setembro, a captação líquida atingiu R$ 2,638 bilhões, mas caiu para R$ 976,9 milhões negativos cinco dias depois. No dia 28, a captação líquida já estava positiva novamente em R$ 254,6 milhões.

"Definitivamente, até o final do ano, podemos esperar um crescimento na captação líquida dos depósitos na poupança, sobretudo se a inflação estiver sob controle - como tem mostrado nos últimos dados - e se a proposta de taxação do governo for arquivada", ressaltou Coimbra.

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