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07/10/2009 - 12h32

Natal: parcelamento em 3 vezes sem juros deve ser preferência do consumidor

SÃO PAULO - Os empresários do varejo em São Paulo acreditam, em sua maioria, que os consumidores optarão por parcelamento em três vezes sem juros para fazer as compras de Natal. Para se ter uma ideia, esta é a previsão de 64% deles.

Outros 24% apostam que os parcelamentos das serão em quatro ou cinco vezes sem juros, 9% que serão em seis ou sete vezes e uma minoria, de 4%, que serão em oito vezes ou mais. Os dados integram pesquisa da Fecomecio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) realizada com 300 empresas da região e divulgada nesta quarta-feira (7).

Quando o assunto é o pagamento dos bens duráveis, 51% creem que o cliente irá preferir pagar em três vezes sem juros e 20% que a preferência será por seis ou setes parcelas, sem juros.

Já no caso dos semiduráveis, o percentual de entrevistados que apostam na preferência por três parcelas é de 66%, e dos não-duráveis, de 100%.

Produtos diferenciados

A classe C tornou-se foco de muitas empresas nos últimos anos e isso ficou claro na pesquisa, com mais de 65% dos empresários afirmando que irão trabalhar com produtos direcionados às famílias com essa faixa de renda, ao passo que 43% irão direcionar produtos à classe B e 24% às D e E.

Para atingir a classe C, os empresários devem alavancar suas vendas por meio dos parcelamentos: 64% das empresas vão oferecer parcelamento em três vezes sem juros, e 37% em mais de três vezes, com pouco envolvimento de financiamento tradicional, via banco ou financeira vinculada à loja.

Natal otimista

O estudo indica que os empresários do setor varejista estão otimistas para o Natal: 33% disseram que irão aumentar as encomendas para a data comemorativa e apenas 24% que irão reduzir. Outros 44% estão fazendo encomendas iguais ao do ano passado. No que se refere aos estoques, por sua vez, 39% dizem que será maior e 44% que será igual ao montante do ano passado.

"Esses dados mostram um viés de alta para as encomendas de Natal, porém o varejo mantém cautela. Mesmo assim, o resultado geral é positivo, na mesma direção que o consumidor parece estar apontando nas pesquisas de intenção de compra e de confiança", explica o economista da Fecomercio, Fabio Pina.

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