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16/10/2009 - 11h49

Com nova lei, venda de imóveis via consórcio deve crescer até 3%

SÃO PAULO - As vendas de imóveis por meio de consórcio devem crescer entre 2% e 3% nos próximos anos, com a aprovação da lei que permite que os consorciados contemplados em grupos de imóveis utilizem o FGTS para pagar mensalmente as parcelas da sua cota, ou ainda liquidar ou reduzir o saldo devedor. A expectativa é do presidente da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios), Luiz Ferndo Savian.

"Poder contar com o dinheiro do fundo para pagar parte das parcelas faz uma grande diferença na hora em que o trabalhador está decidindo se entra ou não em um consórcio. Muitas vezes ele tem medo de não conseguir pagar as prestações, tem medo de perder o emprego, por exemplo, e não conseguir honrar suas dívidas. Com a segurança de que pode contar com o montante do fundo, esse medo diminui", explica.

Vitória

Conseguir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionasse a MP 462/09, que previa a utilização do FGTS com essas finalidades, foi uma grande vitória da Abac.

"Esse era um pedido antigo nosso e ele tinha sido vetado no projeto de lei dos consórcios que entrou em vigor em fevereiro. Naquele momento só foi autorizada a utilização do FGTS para lance e complemento da carta de crédito, estas formas de uso, aliás, continuam valendo", conta o presidente.

Ainda de acordo com Savian, o consórcio vem crescendo significativamente em vendas e em contemplações nos últimos anos. "Percebemos que o consumidor está mais confiante no sistema e passou a considerar o consórcio como uma opção de poupança voltada para o imóvel".

De acordo com dados da entidade, o Sistema de Consórcios, criado há mais de 45 anos, conta atualmente com 3,75 milhões de participantes ativos. Nos oito primeiros meses deste ano foram comercializados mais de 1,29 milhão de novas cotas.

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