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26/10/2009 - 15h01

Natal: classes B e C são foco dos varejistas; consumidores devem parcelar em 4 vezes

SÃO PAULO - Para alavancar as vendas de final de ano, os varejistas devem focar suas ações nos consumidores das classes econômicas intermediárias - B e C. Com rendimentos médios, esse segmento da população deve parcelar suas compras em até quatro vezes sem juros, em média.

Os dados são de levantamento realizado pela Fecomercio-SP (Federação do Comércio do estado de São Paulo) e divulgados nesta segunda-feira (26). A pesquisa, realizada com 300 empresários, detectou a percepção dos varejistas com relação ao cenário para os próximos meses.

Segundo o levantamento, a maioria das empresas deve trabalhar com público de média renda neste fim de ano. O motivo alegado pelos empresários é que o público A é muito restrito, ao passo que os públicos D e E, com rendas médias ainda muito baixas, inviabilizam os negócios.

Crédito

De acordo com os empresários entrevistados, com o desenvolvimento do crédito e com o aumento gradual da renda, no entanto, deve haver uma migração de interesse para as faixas C e D.

Todos os grupos devem voltar suas ações para as classes B e C: duráveis, semiduráveis e não duráveis. Porém, a classe C segue em primeiro lugar da lista de prioridades, com 67% da preferência.

Quanto aos parcelamentos, eles não devem ser longos e a média é que fiquem em quatro vezes sem juros. Segundo o levantamento, dependendo do setor essa média varia um pouco, ficando em três vezes sem juros para varejo de bens não duráveis e de cinco para os duráveis.

Semiduráveis e diversos esperam uma média de parcelamento de até três vezes sem juros.

Otimismo

De forma geral, a Fecomercio constatou que os empresários estão otimistas, ainda que com certa reserva.

Ao contrário do consumidor, os empresários tendem a ser mais conservadores, justamente por conta dos riscos que correm ao fazerem projeções erradas para o desempenho de seus negócios e o custo que isso implica.

IPI

Nenhum dos empresários entrevistados acredita que, caso a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) se mantenha, as vendas diminuam. Ao contrário, eles esperam que elas mantenham os mesmos níveis atuais ou mesmo aumentem.

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