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29/10/2009 - 10h48

Com retomada do consumo, PIB dos Estados Unidos sobe 3,5% no terceiro trimestre

SÃO PAULO - A economia norte-americana cresceu 3,5% no terceiro trimestre de 2009, de acordo com dados anualizados divulgados nesta quinta-feira (29) pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Esta é a primeira prévia para o desempenho do PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no período.

O avanço da economia norte-americana foi maior do que o esperado, uma vez que as projeções estavam em torno de 3,2%.

O deflator do PIB, que mede basicamente o custo de uma cesta de bens na economia norte-americana, registrou variação positiva de 0,8%, abaixo do esperado pelo mercado, que era de 1,4%.

Fatores

Entre os principais fatores apontados por analistas como os propulsores do desempenho do trimestre estão o auxílio do governo ao consumidor norte-americano, a recuperação do setor imobiliário e os níveis de estoques.

No caso da ajuda aos norte-americanos, o foco fica principalmente em duas linhas de financiamento do governo para aumentar o consumo, que hoje representa 70% do PIB. A primeira delas é o programa Cash for Clunkers, de troca de automóveis usados, que vem impulsionando o consumo privado. A segunda é o crédito disponibilizado aos que comprarão a casa própria, levando a melhoras no setor de construção civil.

Além disso, o próprio setor imobiliário é um dos que mais mostram sinais de recuperação, tanto nos preços e nas vendas quanto nas intenções de venda. Porém, ainda é forte o debate em torno da extensão ou não do crédito para os que compram uma casa pela primeira vez e também em relação a se as taxas de hipoteca deve continuar baixas.

Outro ponto importante bastante analisado pelo mercado é o nível dos estoques. Para analistas, este indicador funcionará como um termômetro do que ocorrerá no quarto trimestre.

Vale ainda destacar a retomada das linhas de montagem de automóveis, que estavam paradas enquanto aguardavam o fim da reestruturação da General Motors e da Chrysler.

Bom, mas não suficiente

Muitos analistas comentam que, embora os dados sejam positivos, um trimestre de crescimento econômico não é suficiente para indicar que uma grande recuperação começou. Isto porque a taxa de desemprego continua alta (9,8%), juntamente com uma capacidade ociosa de cerca de 30% na indústria e a queda da confiança do consumidor.

"Mais importante que o crescimento no terceiro trimestre, é o retorno para o território positivo e o ainda grande declínio dos estoques que sugerem ser necessário aumentar a produção no quarto trimestre e no início de 2010", afirmaram analistas do Société Générale.

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