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30/10/2009 - 11h12

Dívidas: 62% dos cariocas têm prestações atrasadas no valor de R$ 36 a R$ 200

SÃO PAULO - As dívidas de comércio da maior parte dos consumidores cariocas inadimplentes não ultrapassa os R$ 200 por mês. Pesquisa feita pelo CDL-RJ (Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro) entre os consumidores que procuraram o SPC (Serviço de Proteção de Crédito) da entidade revelou que 62% têm prestações atrasadas com valores que variam entre R$ 36 e R$ 200.

De acordo com o levantamento, dentre esses consumidores, 26% têm prestações atrasadas no valor entre R$ 91 e R$ 200 e 22% têm débitos a pagar no valor que varia entre R$ 61 e R$ 90. Já as prestações atrasadas dos outros 14% têm valor que varia entre R$ 36 e R$ 60.

Os 38% restantes têm débitos maiores, que ultrapassam os R$ 600 mensais. Dentre esses, 10% têm dívidas entre R$ 201 e R$ 300 e 5% têm prestações atrasadas no valor de R$ 301 a R$ 400. Já outros 9% têm dívidas mensais no valor de R$ 401 a R$ 600 e 9% dos consumidores cariocas inadimplentes têm prestações atrasadas acima de R$ 600.

Salário para quitar dívidas

Os 500 consumidores entrevistados pelo CDL nem pensam em contrair mais dívidas para pagar as prestações atrasadas. O salário será o recurso para quitar as dívidas de 47% dos entrevistados. Outros 31% aproveitarão o 13º salário para pagar as contas atrasadas.

Recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) serão utilizados por 6% dos pesquisados e poupança e outros recursos serão as fontes de outros 3%.

Depois de saldar as contas, os cariocas devem voltar às lojas. De acordo com a pesquisa, 31% dos entrevistados afirmaram que pretendem voltar a fazer compras nos próximos meses depois do débito pago.

Eletrodomésticos, móveis, roupas e calçados, automóveis e outros bens são os produtos preferidos para as novas compras.

Situação equilibrada

O CDL também constatou que a situação financeira melhorou para 33% dos pesquisados, quando comparada à verificada no ano passado. No mesmo período, outros 33% afirmaram que a situação piorou e igual número disse que a situação permanece a mesma.

Quando tiveram os nomes incluídos na lista de inadimplentes, 33% dos entrevistados disseram que estavam desempregados.

Comércio sofre com inadimplência

Para o presidente do CDL, Aldo Gonçalves, o setor de comércio é o que mais sente os efeitos da inadimplência dos consumidores. Porém, as taxas não se alteram. "Além da retomada do crescimento das vendas no comércio, o nível de inadimplência vem se mantendo estável", comenta.

"No acumulado dos nove primeiros meses do ano a taxa foi de 2,58% e as dívidas quitadas cresceram 0,6%". Apesar de estar vulnerável às dívidas, o comércio, para Gonçalves, também tem boas propostas de renegociação, o que reduz ainda mais a inadimplência.

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