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06/11/2009 - 20h00

Seja por gráficos ou fundamentos, bolsa inspira apostas de um novo rali

SÃO PAULO - Após o retorno da volatilidade na última semana de outubro, a primeira de novembro trouxe de novidade os ganhos que haviam sido perdidos. O Ibovespa volta a 64.466 pontos. Volta mais volátil, e novamente inspira temores de realização.

Mas como seu expediente neste segundo semestre, nada que preocupe. "É possível que tenhamos uma realização de curto prazo. Talvez até uns 58 mil pontos, mas coisa de curto prazo. Acho bem improvável que perca o suporte dos 58 mil", acredita Lucas Paulo Lino de Araújo, operador da Corval Corretora.

Nada muito preocupante mesmo, afinal a perspectiva predominante não muda com os últimos ganhos: segue de alta para o longo prazo. "Eu vejo é uma grande possibilidade de a gente ir buscar aquela resistência nos 67.500. Ali é que pode ter uma resistência maior do Ibovespa. Mas minha avaliação é que ela pode ser rompida. A busca é pela máxima dos 73.516 pontos", pondera Ivanor Torres, analista da Corretora Geral.

Mais para cima

Falar em suportes ou resistências não ignora a importância dos fundamentos. Gráficos a parte, fôlego extra também é o sinal que vem dos fundamentos. "O gráfico está dizendo que o objetivo é 73.900 pontos, mas estamos fechando um trimestre com resultados bastante interessantes, confirmando a recuperação econômica. O mercado está vendo isso", completa Torres.

Lino de Araújo vem com o mesmo alvo de valorização, e pontua sua aposta. "Acredito num rali a partir de dezembro, com a possibilidade da bolsa alcançar seu topo histórico de 73 mil pontos".

Nos trilhos

Após pregões agitados pela agenda de indicadores, os próximos prometem uma inversão de foco. Da agenda para a temporada de resultados. Sem divulgações relevantes da economia, os balanços trimestrais pedem ainda mais atenção. Entre uns e outros, destaque para os números da BM&F Bovespa na terça, da ALL na quarta, de TAM, BB e CCR na quinta e Petrobras, para fechar, na sexta-feira.

"Os resultados podem sim dar um fôlego novo para a bolsa. Considerando que devam vir resultados melhores, bem mais consistentes", acredita o operador da Corval. "Diria que o terceiro trimestre já colocou as empresas no trilho, agora só falta pegar velocidade.", conclui o analista da Geral.

Escondidas

Com os olhares voltados principalmente para quem ainda não divulgou seu balanço, sempre é válida uma análise mais abrangente. Com o Ibovespa de volta aos 64.500 pontos, seu potencial extra de valorização pode estar escondido...

"Pessoalmente acredito muito no setor de varejo, voltado para consumo interno, como o de maior potencial", revela Lino de Araújo. Já Ivanor Torres não vê que um caiu mais que o outro. "Acho que o mercado está bem disperso com relação a isso. Obviamente as duas blue chips - Petro e Vale - tem um potencial muito forte e dão condições para atingir um preço-justo bem interessante visto a liquidez. Não vejo nenhum setor em atraso, vejo expectativa para mais valorização."

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