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11/11/2009 - 16h43

Turismo mundial cairá 8% neste ano e terá recuperação modesta em 2010

SÃO PAULO - A atividade turística deve encolher entre 6% e 8% neste ano, mas para 2010 está previsto um aumento entre 1% e 3%, segundo mostrou o Barômetro do Turismo Mundial, realizado com 330 especialistas do setor pela OMT (Organização Mundial do Turismo).

O percentual de especialistas com perspectivas negativas para os próximos quatro meses ficou em 42%, enquanto os otimistas foram 28% e aqueles que consideram que a situação estará igual à atual foram 30%.

"Durante este ano, a indústria mundial de turismo se deparou com um grande número de desafios, devido à crise econômica global, à contração do crédito e ao aumento do desemprego, sem mencionar a pandemia da Gripe A. Poucas vezes na história do turismo o setor teve de lutar com tantas questões ao mesmo tempo", disse o secretário-geral da OMT, Taleb Rifal.

"No entanto, a tendência negativa que estava emergindo durante a segunda metade de 2008 e se intensificou em 2009 está começando a mostrar sinais de retirada", completou.

Realidade em 2010

A previsão para 2010 é de uma pequena recuperação da indústria de turismo, maior na Ásia e mais modesta nos países da Europa e das Américas, que levarão mais tempo para se recuperar.

A África continuará em crescimento, assim como neste ano - a região já registrou crescimento de 4% nos oito primeiros meses de 2009 -, com um incentivo extra que será a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.

De acordo com a OMT, sem dúvida 2010 será um ano difícil, já que os riscos associados à Gripe A se mantêm e a recuperação econômica será modesta. O FMI (Fundo Monetário Internacional) prevê um crescimento da economia mundial de 3,1%, mais forte nas economias emergentes (5,1%) do que nas desenvolvidas (1,3%).

As estimativas apontam aumento do desemprego durante o ano de 2010 que, junto com o fim do incentivo fiscal em alguns países, pode pressionar o orçamento das famílias. Entretanto, a confiança dos consumidores dá sinais de recuperação, com taxas de juros e de inflação que se manterão em níveis baixos.

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