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19/11/2009 - 12h01

Medidas que mexem com câmbio não afetam turista que vai para exterior

SÃO PAULO - A decisão do governo de cobrar IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) das novas emissões de DRs (Depositary Receipts) não deve trazer impactos efetivos para o câmbio, o que é positivo para quem pretende viajar neste final de ano.

No dia 19 de outubro, o governo anunciou que taxaria o investimento estrangeiro nos mercados de renda fixa e variável com a incidência de 2% de IOF, com o objetivo de conter a queda do dólar. Passado praticamente um mês, foi anunciada uma nova taxação, agora para quem investir nas ações brasileiras listadas na Bolsa de Nova York. Neste caso, a aplicação é feita no exterior, mas o papel permanece no Brasil.

A justificativa para a medida é balancear as operações dos investidores estrangeiros. A fuga de aplicadores pode causar uma alta no dólar. Segundo André Perfeito, da Gradual, o mercado deve agir negativamente à taxação no curto prazo, mas, como a leitura macroeconômica brasileira é positiva, isso deve se tornar inoperante, com o passar do tempo.

Turistas De acordo com o gerente da Mesa de Operações da Confidence Câmbio, Felipe Pellegrini, a recente medida do governo não deve trazer mudanças à cotação do dólar, a exemplo do que ocorreu quando a taxação de IOF foi feita pela primeira vez. "De repente, pela empolgação da notícia, cria-se um alvoroço de um ou dois dias, mas depois acalma".

Para quem vai viajar no final do ano, ele disse que o momento de comprar dólares é agora, já que a moeda está 20% mais barata e não há previsão sobre o que possa acontecer daqui para a frente com o câmbio.

Pellegrini acredita que a aquisição deve ser feita de uma só vez, se a quantia não for tão alta, já que o ganho criado por dividir o risco (comprando aos poucos) pode não compensar, diante dos custos das operações financeiras.

Novas medidas Questionado sobre se novas medidas podem ser tomadas pelo governo, ele disse que "isso é possível", mas que certezas não existem, uma vez que decisões sobre o câmbio não podem ser anunciadas, para não influenciar o mercado.

Novas medidas para o câmbio são consideradas após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, citar durante Encontro Nacional da Indústria um estudo do Goldman Sachs que apontava como câmbio ideal um dólar a R$ 2,60. A moeda norte-americana está cotada a R$ 1,72 nesta quinta-feira (19).

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