UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

20/11/2009 - 18h25

Com forte crescimento econômico, China é uma ameaça competitiva

SÃO PAULO - Classificada por muitos como o último país a sentir os efeitos negativos da crise, indicadores econômicos da China mostram que o país já se recupera em forte ritmo do cenário de retração global. Em meio a este cenário, a equipe do Credit Suisse destaca que o país se tornou ao longo dos anos não apenas um gigante econômico, mas também uma enorme competidora para empresas estrangeiras.

Segundo os analistas, "as corporações chinesas atingiram o nível no qual podem competir com seus pares internacionais 'dentro e fora de casa'". Entre outras coisas, o Credit Suisse destaca que isto é um reflexo da "mudança súbita no tratamento das companhias domésticas e internacionais pelas autoridades chinesas".

Além disso, de acordo com o banco, há outros indícios que contribuíram para esta posição confortável das companhias chinesas frente à cena externa, como a taxa de investimento excessiva ao PIB (Produto Interno Bruto) - de cerca de 41% - e o baixo custo de capital. A melhora econômica que a China vem apresentando nos últimos meses é outro ponto favorável. Cabe lembrar que desde 1991 o PIB chinês não oscilou sequer uma vez abaixo de crescimento de 7,6%.

"Entretanto, nós reconhecemos que o histórico de crescimento chinês ainda é ambiguamente positivo para uma série de companhias (estrangeiras). Seria o caso de empresas farmacêuticas, artigos de luxo, mídia e mineração", destacaram os analistas.

Indicadores evidenciam recuperação

Os últimos indicadores econômicos na China dão o tom da retomada no gigante asiático e preocupam ainda mais as grandes corporações estrangeiras, cujos países ainda não experimentam ritmo tão acelerado de recuperação. Segundo dados oficiais do país, a produção industrial cresceu 16,1% em outubro - maior ritmo de expansão desde março do ano passado.

Já o investimento urbano fixo subiu 33,1% nos dez primeiros meses deste ano, assim como as vendas do varejo, que avançaram 16,2% no último mês, em relação ao mesmo período do ano passado.

Por outro lado, as exportações declinaram 13,8% em setembro, enquanto as importações caíram 6,4%, o que levou a balança comercial a registrar um superávit de US$ 24 bilhões, quase que o dobro frente aos números de agosto.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host