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23/11/2009 - 16h35

"Compra da Medial pela Amil é benéfica a ambos", afirma analista

SÃO PAULO - A onda de consolidação chegou também ao setor brasileiro de planos de saúde. Na última quinta-feira (19), a Amil (AMIL3) anunciou a aquisição da Medial Saúde (MEDI3) por R$ 612,5 milhões, em uma operação bem avaliada pelos analistas da Itaú Corretora.

A visão otimista da equipe acompanha a reação positiva dos mercados quanto à operação. Basta ver o desempenho das ações das duas empresas no pregão da última quinta-feira, quando os papéis da Medial fecharam com alta de 11,5% e os da Amil, 10,4%. "Ambos os acionistas têm a ganhar", afirma a Itaú.

Benefícios para ambos

O preço de R$ 17,2066 por papel a ser pago pela Amil aos acionistas minoritários da Medial representa um grande prêmio frente aos R$ 11,40 calculados pelo Itaú como um preço-justo às ações, com base no final de 2010. Além disso, os analistas destacam ainda a concessão de 100% dos direitos de tag-along aos acionistas da Medial.

Positivo para os que possuem papéis da Medial, positivo também para os detentores de papéis da Amil. "Embora o preço pago esteja bem acima do preço-alvo, o prêmio pode ser justificado pelas sinergias a serem conquistadas pela combinação das atividades das duas empresas", afirma o Itaú.

Embora até o atual momento não haja maiores detalhes quanto à dimensão de tais sinergias, a equipe de analistas acredita que elas devem ser "significativas". Um indicativo contábil que deverá reportar melhora nos próximos trimestres deverá ser o MLR (Medical Loss Ratio, que é a porcentagem paga pelos planos de saúde aos médicos).

Segundo a visão do Itaú, as empresas somente têm a ganhar com a otimização de suas redes de hospitais e clínicas e a obtenção de um maior poder de barganha em negociações do setor.

Conquistando mercado

Por fim, a equipe atenta também para a conquista de um maior market share da Amil com a aquisição da Medial Saúde. Segundo os analistas, a participação no mercado do estado de São Paulo deverá saltar de 7,9% para 15,1%, ao passo que sua fatia no mercado nacional passará de 6,2% para 10,1%.

"Com isso, a Amil torna-se líder no segmento de planos de saúde do Brasil", destacam os analistas.

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