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COMUNICAR ERROSÃO PAULO - Em novembro, o ouro foi, pela segunda vez seguida, o melhor investimento do mês. O grama negociado na BM&F acompanhou a trajetória global da commodity e acumulou forte valorização de 15% em novembro.
A pior aplicação foi em dólar, com retorno de 0,27%, descontada a inflação.
A aplicação em ouro é pouco difundida no Brasil, mas ganha maior evidência em períodos de instabilidade e riscos.
Dentro das alternativas de renda fixa, a aplicação em CDBs pré-fixados de 30 dias garantiu retorno nominal médio de 0,69% em novembro, marca pouco superior à do benchmark CDI (+0,63). A tradicional caderneta de poupança apresentou retorno de 0,5% em termos nominais, ou de 0,40% quando considerada a variação de 0,10% do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) no período.
Novembro começou com a continuidade de uma temporada de resultados corporativos díspar, porém pendendo para o lado positivo. Tanto lá fora quanto aqui dentro os balanços trimestrais divulgados mexeram forte com o comportamento das ações e também com a percepção dos investidores de como as companhias estão se ajustando ao cenário macroeconômico.
Fusões e aquisições também ocuparam o noticiário corporativo - internamente, o principal destaque foi a disputa entre Telefónica e Vivendi pela aquisição da GVT, sendo que a empresa francesa, em movimento não esperado, saiu vencedora.
No lado econômico, a mesma disparidade. Nos EUA, o Employment Report preocupou com dados aquém do esperado em outubro, mas o sentimento negativo foi balanceado pela revisão para cima dos dados dos dois meses anteriores. No mesmo sentido, enquanto o resultado prévio do PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre veio abaixo do que se projetava, o Fed elevou suas estimativas para 2009 e 2010.
Internamente, dados da produção industrial - um dos setores mais impactados pela crise - mostraram recuperação, enquanto os índices de inflação vieram próximos às projeções.
O final do mês reservava uma surpresa nada boa. Para reacender as dúvidas sobre a sustentabilidade da recuperação da crise, o fundo Dubai World, gerido pelo governo do emirado árabe, requisitou aos seus credores uma extensão do prazo de pagamento de suas dívidas, que somam nada menos que US$ 59 bilhões. A notícia surpreendeu os mercados, tanto pelo montante quanto pela origem - o Dubai é conhecido justamente por sua prosperidade econômica e propriedades luxuosas.
A moratória do fundo abateu o otimismo de muitos investidores e o resultado não poderia ser diferente: forte derrocada nas bolsas nos últimos pregões. Na noite desta segunda-feira, chega a notícia de tentativa de reestruturação parcial da dívida.
GOL e BR Foods nos extremos do Ibovespa
Um comportamento anormal das ações da GOL (GOLL4) garantiu à empresa o posto de maior valorização dentre os ativos que compõem o Ibovespa. Na tarde desta segunda-feira (30) as corretoras de Santander e Merrill Lynch realizaram grande volume de compra dos ativos. Assim, as ações preferenciais da companhia aérea terminaram o dia com forte alta de 8,31%, levando o acumulado em novembro a 37,04%.
No outro extremo aparecem os papéis da Brasil Foods (PRGA3) - queda de 3,96% em novembro. Estas ações foram afetadas pela divulgação do primeiro resultado consolidado entre Sadia e Perdigão, que não agradou os analistas. Entre julho e setembro, a Brasil Foods reportou um lucro líquido de R$ 211 milhões ante ao prejuízo de R$ 52 milhões apurados entre julho e setembro do último ano. Apenas na sessão seguinte à divulgação do balanço trimestral da companhia, as ações sofreram desvalorização de 4,18%, tendo esta sido a maior variação negativa dos papéis ao longo do penúltimo mês do ano, contribuindo para o saldo negativo acumulado ao final do período.
"Não há motivos para comemorar o resultado do terceiro trimestre, a não ser o fato de que ele deverá ser o pior apresentado pela nova companhia", comentou a Itaú Corretora. "E, para piorar, nós não esperamos boas notícias para o curto prazo, dado que a recuperação dos preços e de volumes será bastante lenta e o dólar não deverá ajudar a empresa, pelo menos por enquanto".
Variações das principais métricas de investimento em novembro:
|
Investimento |
Novembro |
Real* |
Outubro |
Real** |
|
Ibovespa |
+8,94% |
+8,83% |
+0,05% |
0,00% |
|
CDI*** |
+0,63% |
+0,53% |
+0,69% |
+0,64% |
|
CDB **** |
+0,69% |
+0,59% |
+0,69% |
+0,64% |
|
Poupança |
+0,50% |
+0,40% |
+0,50% |
+0,45% |
|
Ouro |
+15,03% |
+14,91% |
+2,61% |
+2,56% |
|
Dólar Ptax |
+0,37% |
+0,27% |
-1,92% |
-1,97% |
|
IGP-M |
+0,10% |
|
+0,05% |
|
* Deduzida a variação do IGP-M que ficou em 0,10% em novembro de 2009 ** Deduzida a variação do IGP-M que ficou em 0,05% em outubro de 2009 *** Taxa Efetiva Andima **** Taxa pré 30 dias

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| IPCA | abr.12 | 0,64% |
|---|---|---|
| IPC-Fipe | abr.12 | 0,47% |
| IGP-M | abr.12 | 0,85% |
| INPC | abr.12 | 0,64% |
| TR | 0,010% | 21.Mai.2012 |
|---|---|---|
| CDI | 8,690% | 21.Mai.2012 |
| SELIC | 9% | 18.Abr.2012 |