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17/12/2009 - 16h05

Remédio de farmácia tem preço mil vezes superior ao fornecido por governo

SÃO PAULO - Medicamentos de mesmo preço comercial e embalagens idênticas são vendidos com preços até 1.058 vezes mais altos do que aqueles pagos pelo governo de São Paulo.

Diante disso, foi solicitada, na última segunda-feira, a criação de uma agência que regulasse o mercado de medicamentos, como já havia sido sugerido em 2001, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

De acordo com o autor da proposta, o senador Adelmir Santana (DEM-DF), no primeiro estudo realizado sobre 33 medicamentos amplamente utilizados no atendimento ambulatorial, observa-se que o preço máximo de fábrica autorizado pela CMED para os remédios idênticos é em média 1.758% superior ao preço obtido nas compras realizadas pelo Governo do Estado de São Paulo.

Para o senador, a diferença nos preços embute gastos com itens como distribuição de amostras grátis, material promocional e brindes, mas também custos vantajosos para os fabricantes, como divulgação da marca, fidelização da prescrição e a automedicação responsável.

População

"Não é possível aguardar que centenas de milhares de brasileiros morram precocemente durante a condução da apuração dos fatos pelo Poder Judiciário", disse Santana, em relação à grande diferença entre os preços dos medicamentos.

De acordo com o senador, 90 milhões de brasileiros são excluídos do mercado de medicamentos, por causa dos preços e muitas mortes e agravamentos de doenças poderiam ser evitados, caso fossem fornecidos gratuitamente os remédios prescritos pelos médicos em consultas a pacientes de baixa renda pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

 

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