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21/12/2009 - 16h12

AES Tietê é a preferida dos analistas dentre as carteiras de dividendos de dezembro

SÃO PAULO – O setor de energia domina as carteiras recomendadas de dividendos para o último mês do ano, que elegeram como ação preferida a AES Tietê, repetindo o resultado de novembro.

As carteiras avaliadas são de Coinvalores, Omar Camargo, SLW e Senso.

Vale mencionar que os ativos da Telesp, que dividiam o primeiro lugar com a AES Tietê no mês anterior, receberam apenas uma recomendação.

AES Tietê segue na frente

Para os analistas da TOV, a companhia chama a atenção por seu caráter defensivo, apresentando um baixo endividamento, alto poder de geração de caixa e distribuição de 100% do lucro em dividendos.

Aliado a isso, a totalidade de sua energia gerada já está contratada até o ano de 2016, minimizando problemas de demanda diante da crise; além disso, as tarifas de concessão firmadas no contrato são corrigidas anualmente pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercados) – algo visto como positivo pelos analistas.

Em novembro, a empresa pagou dividendos de R$ 0,60941 aos acionistas.

Segundo lugar dividido

Três empresas dividem o segundo lugar entre as recomendações dos analistas para o mês de dezembro. Coelce, Eletropaulo e Transmissão Paulista receberam votos de 2 analistas cada.

Para a SLW, a Coelce permanece atrativa pois deverá continuar com sua política de dividendos, que prevê distribuição de 100% do lucro líquido da companhia. “A taxa de dividend yield deverá situar-se entre as melhores do setor”, apontam os analistas.

Já a Eletropaulo apresenta uma forte geração de caixa e baixas necessidades de investimento, resultando em um montante maior destinado para o pagamento de dividendos, ressaltam os analistas da TOV.

A corretora destaca ainda os baixos múltiplos da companhia, cujas ações estão sendo negociadas sob desconto em relação aos seus pares – ponto também destacado pela Corretora Ativa.

A Transmissão Paulista, por sua vez, é apontada pela SLW por ter perspectiva de ganhos de rentabilidade por conta dos novos investimentos. Além disso, a empresa é de controle privado, o que afasta riscos políticos, além de atuar só na transmissão de energia, o que também afasta riscos regulatórios e de mercados.

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