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21/12/2009 - 11h53

Consumidor passa a comprar pela web o que só adquiria nas lojas físicas

SÃO PAULO – Os consumidores se sentem cada vez mais seguros para comprar pela internet e esse aumento da confiança  fez com que em outubro houvesse um aumento expressivo na procura por alguns produtos que até então só faziam sucesso nas vitrines reais.

De acordo com levantamento realizado pela e-bit, itens de moda e acessórios, esporte e lazer e joias foram bastante procurados em outubro e apresentaram elevado crescimento frente ao mesmo mês do ano anterior. Somente produtos de esporte e lazer apresentaram crescimento de 145%.

Itens de moda e acessórios cresceram 108% e a procura por joias aumentou 55% no mesmo período.

“A evolução das plataformas nos conceitos web 2.0 contribuem para a linha de crescimento dessas categorias”, explica o diretor-geral da e-bit, Pedro Guasti.

“As lojas que comercializam esses tipos de produtos podem disponibilizar vídeos, reviews e imagens 3D para que seus clientes sintam-se mais confiantes em efetuar pedidos de produtos que antes necessitavam ser obrigatoriamente tocados e experimentados pessoalmente”, afirmou.
 

Obstáculos

Apesar do aumento das vendas desses segmentos, algumas barreiras ainda precisam ser superadas para que o consumidor se sinta ainda mais seguro para comprar alguns produtos via internet. No caso de roupas e acessórios, o maior empecilho é a padronização dos tamanhos das peças.

Porém, com medida da ABNT de definir normas para padronizar as medidas, tal obstáculo deve ser menor.

Com isso, poderá haver aumento nas vendas de itens desse segmento pela rede e consequente aumento do faturamento. Segundo a e-bit, em outubro, o faturamento do segmento de moda e acessórios cresceu 115% frente a 2008. Para Guasti, as vendas desses itens tendem a aumentar.

“É um segmento com grande potencial para desenvolvimento. Até porque representa uma pequena fatia do total de vendas na web”, explica.


O faturamento do segmento de produtos de esporte e lazer cresceu, no mesmo período, 99%, e o de joalheria, 62%.
 

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