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21/12/2009 - 12h14

Corretoras avaliam negativamente oferta de aquisição da Cimpor pela CSN

SÃO PAULO - A CNS (CSNA3) anunciou na última semana a proposta feita para aquisição de 100% das ações da produtora portuguesa de cimentos, Cimpor. A oferta da siderúrgica foi de € 5,75 por ação, o que corresponde a € 3,9 bilhões. Para financiar a oferta, a CNS usaria uma conjunção de recursos próprios com financiamentos bancários.
A Cimpor figura entre as dez maiores empresas de cimento do mundo, presente em 13 países e quatro continentes. Em 2008, a companhia apresentou receita de € 2,1 bilhões, lucro líquido de € 219 milhões e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de € 586 milhões.
Visões pessimistasA repercussão da oferta da CSN ganhou tons pessimistas da Ágora. A corretora caracteriza “a oferta de aquisição da Cimpor como negativa”, e justifica seu posicionamento pelos riscos de diversificação de atuação da companhia, pela baixa correlação entre o segmento siderúrgico e o de cimentos e pelo fato de os valores das ações da Cimpor já estarem sendo negociados acima do valor ofertado.
Já a Ativa, um pouco menos pessimista, diz que “embora consideremos a aquisição interessante em termos estratégicos, acreditamos que o impacto inicial será de pressão sobre as ações da CSN no curto prazo".
A corretora acrescenta como negativo o fato de a aquisição proporcionar uma “elevação de alavancagem considerável” para a CSN, que com a dívida líquida passando ao montante de R$ 15 bilhões, frente aos atuais R$ 5,9 bilhões, com um DL/Ebitda (múltiplo que mede a relação entre dívida líquida e Ebitda) na ordem de 4 vezes.
Recomendação rebaixadaO Banif rebaixou a recomendação para os papéis da CSN de neutro para venda, mas manteve o preço-alvo na casa dos R$ 52,00. O banco acredita que a aquisição é muito atrativa, "permitindo à CSN ganhar projetos de infraestrutura mais rapidamente na corrida pela Copa do Mundo de 2014 e pela Olimpíada de 2016".
Dessa forma, a previsão do Banif é que ocorra uma "reação negativa" nas ações da siderúrgica no curto prazo, mas que no longo prazo a oscilação deva mover-se em linha com o mercado.
Por fim, o Citi destacou os principais pontos negativos expostos pelas demais corretoras, mas julgou que ainda é demasiado cedo para fazer previsões acerca da negociação.

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