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21/12/2009 - 17h02

Para presidente do Fed de Chigaco, "não há necessidade urgente de elevação do juro"

SÃO PAULO - Quando questionado sobre como o Fed irá implementar sua estratégia de saída, o presidente do Federal Reserve de Chicago, Charlie Evans, manteve a mesma postura cautelosa de seus colegas: "existem inúmeras ferramentas que a autoridade monetária pode aplicar quando o tempo chegar".

Contudo, Evans revelou um lado mais otimista do Fed, afirmando que "não existe uma necessidade urgente" de alterar a taxa básica de juro dos EUA, que deverá permanecer inalterada por algum tempo. As declarações são parte de entrevista concedida ao site CNBC nesta segunda-feira (21).

"Acredito que o o foco (do próximo ano) será como a economia e o desemprego se comportarão e se as pressões inflacionárias permanecerão, ou não, sob controle" disse Evans, para quem a economia norte-americana deverá apresentar um crescimento de 3% a 3,5% nos próximos 18 meses.

DesempregoA principal preocupação do presidente do Fed regional de Chicago é a questão do trabalho no país. Para ele, "a taxa de desemprego continuará bastante alta" em 2010, devendo atingir números acima dos atuais 10%. Contudo, ele projeta uma reação do mercado de trabalho na primavera ou no verão do ano que vem, correspondentes, aqui, aos períodos de outono e inverno de 2010.

"Com a taxa de desemprego caindo para 7% ou 8% em 2011, ainda será necessária muita acomodação, mesmo que nós recalibremos a política monetária de forma que a taxa de juros comece a subir" afirmou Charlie Evans, adicionando que o Fed só deverá começar a considerar uma elevação nos juros depois de três ou quatro reuniões do Fomc (Federal Open Market Committee).

Por fim, quando indagado mais incisivamente sobre a estratégia de saída, Evans manteve o tom cuidadoso adotado pelos membros do Fed. "Estamos examinando nossa estratégia de saída e as políticas que poderão ser aplicadas quando precisarmos ajustar nossos balanços. E nós faremos isto de forma gradual", afirmou.

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